Sobre púlpitos e políticos

Sejamos francos, esse texto era para ser desnecessário. Gostaria que o fosse, assim talvez, pudéssemos rir da situação como sendo um absurdo que não se aplica ao contexto da Igreja do Senhor. Mas, assim como infelizmente, denunciar os atos indulgentes de líderes neopentecostais, faz-se necessário também, apontar os erros de crentes tradicionais. Recentemente, o Reverendo Emerson Ferreira desafiou fieis a assinarem uma inscrição partidária participando do processo conhecido como apoiamento, que nada mais é que o recolhimento de assinaturas de membros da sociedade para que um partido político possa ser criado – o partido em questão, o Aliança pelo Brasil. Não se trata de um partido qualquer. Caso venha a ser criado, será o futuro partido do atual Presidente da República Jair Bolsonaro. A ação por si só já é bizarra, pois, há um princípio que precisamos não somente zelar, mas defender, até mesmo por ser este o responsável por nos dar liberdade de culto e de proselitismo, que é o preceito da laicidade do Estado. Para entendermos bem a seriedade do que foi feito na Igreja Presbiteriana Central de Londrina, precisamos entender alguns pontos, vamos a eles. Continuar lendo “Sobre púlpitos e políticos”

Sal que não salga e a luz que se esconde

Recentemente, comentei ao final de uma live no Instagram sobre como o dualismo – ou dualidade como preferir – tem sido amplamente aceito pela igreja como algo não só comum, mas também necessário, abrindo margem e dando munição para os inimigos dela que usam dessa oportunidade, para a isolar e calar sua voz na sociedade. Continuar lendo “Sal que não salga e a luz que se esconde”