As Maravilhosas Doutrinas da Graça: Depravação total do homem

“Não teremos uma idéia adequada do domínio do pecado, a menos que nos convençamos dele como algo que se estende a cada parte da alma, e reconheçamos que tanto a mente quanto o coração humano se têm tornado completamente corrompidos.”
João Calvino Continuar lendo “As Maravilhosas Doutrinas da Graça: Depravação total do homem”

Hatfields, McCoys, você, eu, e a Cruz

A Netflix tem nos disponibilizado séries muito boas de acompanhar, e sinceramente, tantas outras que são dignas de maratonas. Recentemente estive procurando no catálogo, filmes e séries que envolvessem histórias de faroeste, ou como meu pai costumava dizer, “bang-bang”, e encontrei uma que me chamou a atenção por sua narrativa. A minissérie leva o nome que se tornou cultural na América para descrever conflitos: Hatfields & McCoys. Acredito que você deve se lembrar de alguns episódios do Pica-Pau em que dois homens brigam o tempo todo! Pois é, uma referência a esse conflito.

Esta minissérie norte-americana possui apenas três capítulos (de pouco mais de uma hora cada um), foi baseada na rivalidade entre a família Hatfield e a McCoy, sendo produzida pelo History. Este conflito, ocorrido no final do século XIX, envolveu duas famílias na divisa dos estados norte-americanos de Virgínia Ocidental e Kentucky, iniciou com as desavenças entre Anse Hatfield e Randall McCoy, que eram amigos e lutaram juntos na Guerra de Secessão do seu país. Mais tarde, quando cada um retornou aos seus lares e famílias, tem início uma longa, violenta e brutal rivalidade de 28 anos, que custou a vida de membros das duas famílias[1].

Ao assistir esta minissérie, os ideais de honra, justiça e vingança sendo levadas até as últimas consequências são vistos como motivadores para suas atitudes em prol de manterem seus nomes familiares honrados.

Pode-se perceber ao longo da narrativa que houve tentativas de pacificar a situação, tendo inclusive, ameaças de intervenção do governo. Mas foram tentativas fracassadas. A história se encerrou apenas em junho de 2003, quando representantes das famílias se reúnem para assinar um acordo onde colocam fim neste conflito centenário.

Não é de se duvidar que este mundo seja um campo minado de conflitos. Esta coisa acontece em todos os lugares, com todos os tipos de pessoas, o tempo todo. Guerras de classes, de raças, grupos sociais, esquerda e direita, calvinistas e arminianos. Conflitos leves e conflitos pesados. As redes sociais que o digam! Parece que desde o jardim do Éden o homem está fadado em viver em conflito. E não é de se esperar menos: este é o efeito do pecado.

Missões de paz têm sido levantadas constantemente para resolver estes tipos de conflitos. Mas quer saber de uma coisa? A maioria falha. Algumas, falham gravemente! O apóstolo Paulo, no entanto, escrevendo aos Efésios, no capítulo 2, trata de uma missão, A MISSÃO de paz que resolve o conflito do homem.

A cruz de Cristo não apenas se limita trazer paz entre o homem caído e o Deus santo e justo. A obra de Cristo traz paz para o conflito entre o homem e os homens. Entre você e eu. Se a ligação entre o homem e Deus estava rompida pela pecado, tanto mais estava rompido o relacionamento entre os homens que formariam a Igreja. Isto esta bem explícito na igreja de Eféso, no caso de judeus e gentios.

Os cidadãos naturais de Éfeso, cidadãos gregos, zombavam dos que não tinham sua mesma nacionalidade e cultura, chamando-os de pagãos, e, os judeus por sua vez, chamavam os gentios de incircuncisão, por não possuírem a marca da aliança de Deus com Seu povo. Havia dois motivos que alegravam um pai judeu zeloso, em particular: seu filho não nascer mulher nem gentio.

O evangelho da cruz então anuncia o único pacto de paz, o verdadeiro e eficaz meio de o homem estar em paz com aquele com quem formaria a Igreja de Cristo. Essa sim é a maior missão de paz da história: Deus reconciliando judeus e gentios num único corpo e, assim, reconciliou o mundo consigo mesmo por meio de Jesus. Cristo destruiu toda inimizade que existia.

Esta nova posição da comunidade cristã obtida pela reconciliação em Cristo é o fundamento para uma vida em unidade. Aqueles a quem Deus reconciliou consigo mesmo, agora são capacitados para serem cidadãos de um novo Reino.

Os gentios eram espiritualmente falidos: “… estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo.” (Ef. 2.12). Eles não tinham a esperança pactual do Messias. Eles não conheciam o Cristo que salva. Eles estavam separados da esperança, sem perspectiva de salvação.

Sua crença divina apresentava apenas deuses caprichosos, zombeteiros, e muitas vezes cruéis, que apenas desciam à terra para abusar deles na maioria das vezes.

Será que existe um caminho para encontrar a paz tão almejada? Será que a paz é possível para o ser humano? Sim, o próprio Cristo! (Ef. 2.14-17).

A palavra grega para “reconciliação” (katallassein), usada pelo apóstolo Paulo, tinha o sentido de trocar dinheiro ou trocar por dinheiro. Depois passou a representar a troca da inimizade pela amizade, ou seja, unir duas partes que estavam em conflito.

Paulo então usa a ilustração de uma casa, um edifício bem construído e arquitetado. Os crentes em Cristo Jesus são semelhantes a este edifício construído “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas”. Agora, tanto gentios quanto judeus, tem todo o direito de cidadania celestial, são tijolos nesta construção, cuja pedra principal é Cristo, proclamado pelos apóstolos.

Assim, agora gentios e judeus, eu e você, unidos pela cruz, compartilhamos todas as áreas da vida comum e da atividade do corpo, pois, todo crente é advertido do perigo do cristianismo individualista. Não existe a igreja do “eu sou a igreja” (apesar de alguns tornarem esta expressão em algo parecido com o que Groot fala, como último representante da espécie). O Novo Testamento sempre apresentará o ideal único e verdadeiro de “nós somos a Igreja”.

            Agora, unidos em Cristo, que destruiu toda barreira de inimizade, seja ela, racial, cultural ou social, aqueles que são lavados por Cristo, são membros da família de Deus. E, como membros de um só corpo, lutam juntos pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos. Somos um em Cristo. Temos o mesmo Espírito. Temos o mesmo Pai. Somos herdeiros da mesma herança. Moraremos juntos no mesmo lar.

            Sendo então Cristo a nossa paz, podemos juntos, em alto e bom tom exaltar a Ele, unidos, testemunhando a obra do evangelho em nossa vida comunitária. Que assim como na oração sacerdotal de Jesus, possamos ser um, para que o mundo reconheça que o Pai o enviou para ser a nossa paz.

[1] Wikipedia

 

Vinícius Mello

As Maravilhosas Doutrinas da Graça (Parte 1) – Introdução

“Não é uma novidade, então, que eu estou pregando; não é nenhuma nova doutrina. Gosto de proclamar essas velhas e fortes doutrinas que levam o apelido de CALVINISMO, mas que são, certa e verdadeiramente, a verdade revelada de Deus como se vê em Cristo Jesus.”
Charles H. Spurgeon Continuar lendo “As Maravilhosas Doutrinas da Graça (Parte 1) – Introdução”

Textos que você precisa ler para se preparar para 2019

O Cristão Racional é um blog que trata de assuntos atuais sob a perspectiva cristã, assim como aborda conteúdo teológico de forma de simples e usando uma linguagem bastante comum ao leitor. E nesses dois anos de existência, já abordamos os mais variados assuntos e como nosso número de leitores cresceu bastante desde o início – GLÓRIA A DEUS – uma de nossas leitoras sugeriu que fizéssemos uma lista com os textos que tratam de assuntos que os cristãos devem conhecer, ou, no mínimo, uma prévia para se aprofundarem posteriormente. Atendendo a esse pedido, selecionei entre os mais de 70 textos que escrevemos, e organizei em uma ordem lógica para entendimento. Por não ser em ordem de escrita, alguns textos serão uma verdadeira viagem no tempo. Chega de enrolação, e vamos para a lista! Continuar lendo “Textos que você precisa ler para se preparar para 2019”

Bohemian Rhapsody – Um ciclo natural para o homem

Farrokh Bulsara, foi um jovem londrino, cantor e pianista, que ficou bastante conhecido pelo alcance de sua voz, sendo capaz de alcançar desde as notas mais baixas até as mais altas com a mesma facilidade com que tomamos um copo d’água no dia-a-dia. Não sabe de quem estou falando? É que Farrokh é mais conhecido por seu nome artístico: Freddie Mercury.
É praticamente impossível que alguém fale sobre Freddie Mercury e não tenha em mente a sua energia e presença de palco. Um verdadeiro showman. Se movendo de um lado para o outro como se estivesse prestes a explodir de emoção e adrenalina, e segundos depois, colocava toda a carga emocional necessária para tornar as baladas do Queen inesquecíveis. Mercury se tornou em seus anos de carreira e de vida, praticamente uma unanimidade entre o público e a crítica. A banda formada por ele, o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon, alcançou sucesso mundial, e até hoje, algumas de suas músicas são usadas em filmes (quem nunca ouviu We are the champions?) com bastante frequência, mantendo na mente e corações de alguns a voz de Farrokh. Nesse texto, vamos usar como referência, especificamente aquela que talvez seja a canção mais icônica do Queen, Bohemian Rhapsody. Uma canção que em sua letra podemos vislumbrar a vida de Freddie, e quem sabe a nossa, antes de sermos resgatados por Cristo.

Bohemian

Boêmia é o estilo de vida baseado no hedonismo livre, no qual todos os prazeres são permitidos e são regados a bebidas e drogas. Geralmente, é atribuído aos artistas por conta da agitação do show business no qual, tem-se a ideia de diversão e felicidade constantes. Freddie Mercury viveu esse conceito com intensidade. Por muitos anos a imprensa britânica especulou sobre a sexualidade do cantor por conta de seu jeito extravagante e movimentos femininos que fazia nos palcos enquanto interpretava as canções. Apesar da ideia geral de que Freddie era gay, sua vida amorosa mesclava relacionamentos e envolvimentos amorosos com ambos os sexos.
A ideia de liberdade sexual como expressão de identidade seduz o homem desde os primórdios da criação, onde o prazer projetado e planejado supera a posição natural dos sexos (macho e fêmea), num comportamento quase animalesco. Se de 1920 a 1970, o consumo de álcool e drogas era um fator determinante para caracterizar uma vida boêmia, hoje, a sexualidade entra nessa equação assumindo uma posição muitas vezes mais importante que as anteriores. Já notou a competição para saber quem é mais descolado e “desconstruído”, sexualmente? Há uns meses, enquanto assistia ao Altas Horas, lembro-me de que a sexóloga convidada foi perguntada sobre como lidar com o preconceito com pansexuais (atração sexual por qualquer pessoa ou objeto), a convidada ficou intrigada pois a pergunta havia vindo de alguém bastante jovem para falar com tanta convicção sobre a sua identidade sexual. O rapaz respondeu que possuía 16 anos e ainda era virgem, mas quando falava sobre ser pansexual com os amigos não era compreendido. Esse jovem, é apenas fruto de uma competição a respeito de quem é mais libertino.
Outro ponto bastante preocupante a respeito do comprometimento de nossa juventude em seguir os passos de Freddie na vida boêmia, é o consumo de álcool e outras drogas. Não é difícil encontrar jovens bebendo cada vez mais cedo e sendo estimulados ao consumo de substâncias mais pesadas. A morte de nossa juventude tem começado aos 13 (idade média de início no consumo de álcool) e a partir daí, é regada constantemente.
Somos escravos de nossos desejos, inclinados naturalmente para o mau, pois em nosso coração habitam todos os desejos hedonistas de uma vida boêmia e desregrada (Jr 17:9; Mt 13:15; Mc 2:17;7:21-22; Rm 1:21; 7:11; Ef 4:22; Ec 9:3; Is 1:5,6; 6:10).

“Não tenho outro nome, senão o de pecador; pecador é meu nome; pecador, meu sobrenome.”
Martinho Lutero

Rhapsody

Rapsódia é o ato de repetir o mesmo verso de uma obra, com ênfases diferentes em cada nova declaração. Se o Chaves tivesse conseguido repetir o verso do cão arrependido no Festival da Boa Vizinhança, porém, com tonalidade e ênfase diferentes em cada uma delas, isso seria uma rapsódia. Analisando friamente a canção Bohemian Rhapsody, podemos notar que em termos de letra ela é bem fraca, porém, possui uma produção musical bastante criativa, por misturar elementos de hard rock com ópera, algo que com certeza abriu caminho para a popularidade de bandas posteriores como Nightwish, Van Canto e Within Temptation que mesclam os mesmos elementos de forma semelhante.
A vida do homem é uma constante rapsódia, pois apenas tenta mudar o tom e o ritmo como as coisas andam, mas no fim, o resultado é sempre o mesmo: morte.
Qualquer fã de música no geral, já ouviu falar sobre o Clube dos 27. Esse termo é usado para se referir ao alto número de cantores e artistas que morreram aos 27 anos, frequentemente pelo uso excessivo de drogas e álcool na busca pela vida boêmia que falamos acima. Alguns dos membros mais ilustres, são:

  • Brian Jones, fundador do Rolling Stones: Afogado em uma piscina. A certidão de óbito dizia que a morte foi “acidental”.
  • Jimi Hendrix, considerado por muitos como o melhor guitarrista de todos os tempos: A necrópsia mostrou que ele foi asfixiado pelo seu próprio vomito depois de uma combinação de vinho com pílulas para dormir.
  • Janis Joplin, “a voz rouca mais potente que o rock já viu”: Provável overdose de heroína.
  • Jim Morrison, vocalista da banda The Doors: Insuficiência cardíaca
  • Kurt Cobain: Suicídio
  • Amy Winehouse: Intoxicação Alcoólica

Mesmo que Freddie não tenha morrido aos 27 (morreu com 45 anos, em virtude de uma broncopneumonia acarretada pelo vírus da AIDS), é inegável que possuía um estilo de vida semelhante aos citados acima. O homem pode florear o quanto quiser o seu caminho, pode dizer que aquilo é o que o torna feliz, logo, faz bem, mas no fim, não pode mudar a realidade de que o seu caminho natural, é a morte. Ele pode trilhá-lo de forma mais intensa, ou até mesmo de forma suave, mas o destino permanece o mesmo (Rm 6:23; Gn 2:17; Is 3:9; Ez 18:4; Mt 25:46; Jo 4:36; Rm 1:32; Rm 5:12;21; 6:16,21; 8:6,13; Gl 6:8; Tg 1:15)

“Tão certo como a retidão conduz a uma vida feliz, assim o que segue o maligno corre para sua própria morte.”
Provérbios 11:19

O único capaz de quebrar o ciclo de pecado (Hb 4:15) e morte do homem (1 Co 15:20-22), foi o próprio Deus encarnado (Jo 1:14) para nos mostrar que somente a santidade e a perfeição podem romper com nossas fraquezas (Jo 1:12,13). Quantas vezes nos orgulhamos do número de séries que assistimos, buscamos desesperadamente por algum entretenimento, apenas para tentar satisfazer o nosso vazio? Somente Cristo pode nos libertar dessa rapsódia boêmia na qual somos tentados a buscar, ora momentos de grande adrenalina por meio de experiências sejam sexuais ou por meio do uso de drogas, ou na calmaria de se dedicar à preguiça e ao entretenimento televisivo, meios de satisfazer nosso vazio existencial que não em Deus. As experiências podem ser diferentes, mas a dedicação ao próprio desejo, tem somente um destino final.

Celso Amaral

Cristãos podem comemorar o Natal?

Já disse em diversos outros textos como a internet é uma ferramenta tanto para edificação quanto para destruição. Com ela, podemos acessar milhões de informações sobre os mais variados temas, somente se tornando negativa quando não filtramos esse conteúdo e não o analisamos de forma no mínimo, crítica. A máxima, que hoje é uma piada “se tá na internet é verdade” fez com que diversos cristãos desenvolvessem uma espécie de raiva por datas como o Natal e a Páscoa. Porém, se existe a possibilidade de comemorarmos o nascimento de nosso Senhor, por que não o fazer?

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Os dons são uma evidência de recebimento do Espírito Santo?

Cresci em igrejas neo-pentecostais e pentecostais, praticamente a minha vida cristã inteira. Quando minha mãe se converteu, eu tinha aproximadamente 7 anos de idade, no mês que vem, farei 27. Então, posso dizer que tive bastante vivência com a pergunta que dá título a esse texto, mas vejo a necessidade de escrevê-lo por diversos motivos, mas o principal deles, é justamente pelo modo como essa crença tem atrapalhado o crescimento espiritual de pessoas que acreditam não possuir o Espírito Santo, simplesmente porque não fala uma língua esquisita durante um culto ou reunião religiosa. Portanto, vou usar definições bíblicas a respeito do assunto, não me prendendo aos chamados “avivamentos” e manifestações carismáticas que ocorreram e ocorrem atualmente.

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Sugestões de livros para presentear/comprar ainda nesse ano

Dezembro chegou e com ele as expectativas de fim de ano. Muitas pessoas participam de amigos secretos seja na igreja, na empresa que trabalham, na escola ou mesmo no próprio círculo de amigos. Pensando nisso, convocamos nossa equipe colaboradores para elaborar cada um, uma lista com cinco sugestões de livros que você pode comprar para si mesmo ou para dar de presente para alguém. Então, vamos lá!

 

Vinícius Mello

cruz-rei (1).jpgA Cruz do Rei
Timothy Keller (Edições Vida Nova)
O autor apresenta a vida de Jesus através de uma excelente exposição do evangelho de Marcus, desafiando-nos a moldar nossa vida pela vida do Rei-Servo.
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Site da Editora: https://goo.gl/9y57HR
E-book Amazon: https://goo.gl/hy4tvu

unidos-pela-cruzUnidos pela Cruz
Wilson Porte Jr. (Edições Vida Nova)
Uma apresentação urgente e necessária da mensagem e da obra de de Cristo na cruz através da exposição de Efésios. Neste livro somos desafiados a, como igreja, fazer resplandecer a luz do evangelho.
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Site da Editora: https://goo.gl/nRDK9Y
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lado-a-lado Lado a lado
Dave Furman (Editora Fiel)
Todos nós conhecemos alguém que sofre com algum tipo de doença, deficiência, depressão ou a morte/perda de um ente querido. Dave Furman se propõe a mostrar como servir com apoio, sabedoria e confiança no poder do evangelho aqueles que sofrem.
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Como pregar e ensinar com base no Antigo Testamento
Christopher J.H. Wright (Mundo Cristão)
O autor apresenta a importância de estudarmos, ensinarmos e pregarmos o AT, e para isto, de forma muito didática, através de análises práticas e exercícios nos ajuda compreender a mensagem tão importante das Escrituras.
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comunidade-cativanteComunidade Cativante
Mark Dever & Jamie Dunlop (Editora Fiel)
Este livro chega em boa hora para a igreja no Brasil, pois, corrige a ideia errônea do “evangelho mais”, encontrado em muitas comunidades que procuram estabelecer as atividades de suas congregações a partir de grupos específicos ou mero ativismo. Então, à luz de Efésios 2-3, os autores buscam demonstrar a largura e a profundidade sobrenatural de uma igreja que verdadeiramente reflete o Evangelho, sendo assim desenvolvido o conceito de que a igreja é o Evangelho visível.
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Gerson Carlos

a-cruz-e-o-punhal-david-wilkerson-1-638.jpgA Cruz e o Punhal
David Wilkerson (Editora Betânia)
Este livro nos mostra, quando o fogo do amor de Cristo nos consome, o quanto somos impulsionados a quebrar as barreiras, dificuldades, esteriótipos, em nome do evangelho do Mestre. Um jovem pastor do interior dos EUA, começa uma campanha condenada ao fracasso de pregar o evangelho no submundo de Nova Iorque, em meados dos anos 50 e 60, onde a criminalidade e as gangues dominavam. O amor do Mestre, sua presença se tornou incontrolável neste jovem pregador e com afinco, perdendo até seus sapatos, embrenhou neste mundo a falar de Cristo. Uma história e experiência inexplicável e nos torna exemplos de como podemos ser usados nas mãos do nosso Mestre Jesus Cristo.
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Site da Editora: https://goo.gl/SqYqVz
E-book Amazon: Não disponível

721---foge-nick-fogeFoge Nicky, Foge!
Nicky Cruz & Jamie Buckingham (Editora Betânia)
A partir do livro anterior, David Wilkerson, detalhe de modo exemplar, como Deus, trabalha no coração do mais imundo pecador e sem distinção de qual ele é. Não importando o que tenha feito, o amor de Deus é superior a qualquer coisa e com isso, sua misericórdia é especial e renovável a cada dia. Wilkerson, traz neste exemplar a cada passo, como o amor de Cristo, vence o mais difícil e fechado coração do homem e não há nada que possa mudar isso. Uma leitura apaixonante, deste leitor que vos descreve já o leu por volta de 08 vezes.
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ABAAAhImgAH-0Toca a Trombeta em Sião
David Wilkerson (Editora CPAD)
O autor nos apresenta de forma sistêmatica os pecados em nossos tempo, expondo de maneira clara, o que muitas das vezes, tapamos o sol com a peneira. De maneira linear, apoiado 100% na palavra e sem rodeios, Pr. Wilkerson, vai desvelando a cada página os incalculáveis abismos em que estamos indo e como devemos mudar esta direção.
O nome é literalmente sugestivo e atual, devemos gritar aos plenos pulmões que Cristo voltará e que sua noiva, não pode ficar coxeando e que deve ficar ataviada e pura para que possa reinar ao lado do Mestre para toda a eternidade.
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p_10660Feridos em nome de Deus
Marília de Camargo César (Editora Mundo Cristão
Um livro de aproximadamente 10 anos, mas com a temática tão atual, que parece que foi escrito ontem. A jornalista e cristã Marília César, mergulha em uma temática em que muitos tapamos os olhos, pois os homens e mulheres, muitas vezes, tomam a frente de tudo e neste momento, a ganância, avareza e outros pecados do homem, causam estragos imensuráveis. A autora volta a levantar a temática dos desigrejados e como os feridos vão “levando” a suas vidas e como sobrevivem apesar das feridas, alguns em processo de cicatrização e outras mais infeccionadas a cada dia.
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E-book Amazon: https://goo.gl/doJqiW

downloadUma História de Deus – Quatro milênios em busca do Judaísmo, Cristiranismo e Islamismo
Karen Armstrong (Companhia de Bolso)
Uma das maiores autoras, ao meu pequeno ponto de vista, sobre história das religiões. Este livro a qual eu leio a mais ou menos 21 anos, pois leio suas indicações e apontamentos, me forneceu, os sustentáculos para que pudesse observar as nuances das 3 religiões principais do Ocidente e entremeios nos quais estão envolvidas.
As nunces históricas, pedaços de fatos, atos e histórias descritas, faz ver a complexidade e a liberdade de “tentar” compreender estes 03 universos religiosos.
A autora com mastria detem conhecimento e embasamento histórica e faz você viajar pelos tempos e a história destas religiões.
Uma leitura para aprofundar e dar embasamento para quem deseja ter vislumbre deste grande universo.
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Celso Amaral

 

o-credo-dos-apostolos.jpgO Credo dos Apóstolos
Franklin Ferreira (Editora Fiel)
O autor consegue com sua linguagem clara e profunda bagagem histórica e teológica, apresentar cada ponto do credo e sua relevância para a igreja, e também nos faz refletir a respeito das consequências negativas de negligenciarmos tais tópicos. É uma leitura extremamente necessária, dada a crise de identidade que a igreja vem enfrentando nos últimos anos.
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deus-nao-esta-em-silencio.jpgDeus não está em Silêncio: Pregando no mundo Pós-Moderno
Albert Mohler (Editora Fiel)
Por mais que neguemos, o fato é que, sofremos com pregações totalmente desconexas do texto bíblico e que na maioria das vezes, a referência é uma mera formalidade. Albert Mohler então, nos mostra o que é uma pregação expositiva e qual a sua importância tanto para a igreja, quanto para a sociedade na qual ela está inserida.
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a-guerra-pela-verdade.jpgA guerra pela verdade
John MacArthur (Editora Fiel)
Tudo é relativo? Não existe verdade absoluta? Até que ponto os falsos mestres devem ser tolerados? De fato, o que importa é “ganhar almas” a qualquer preço? Discorrendo sobre essas questões por meio de um estudo da carta de Judas e de uma análise de caso da discordância de Ário e Atanásio, o autor nos mostra que pregar se tornou uma batalha, que nós devemos estar dispostos a lutar.
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o-que-e-teologia-biblica.jpgO que é Teologia Bíblica?
James M. Hamilton (Editora Fiel)
Como todo o plano de Deus tem se revelado através da bíblia, é o principal ponto que o autor se preocupa em nos mostrar através dessa obra que funciona como uma introdução a esse método de estudo teológico. Com uma linguagem simples e esclarecedora, Hamilton nos deixa mais apaixonados pela incrível revelação que Deus fez de si mesmo e do plano de salvação.
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teologia-sistematica-historica-filosofica.jpgTeologia Sistemática, Histórica e Filosófica
Alister E. McGrath (Edições Vida Nova)
Não se deixe enganar pelo título da obra, a linguagem usada é muito simples, e por diversas vezes a narrativa utilizada pelo autor, nos dá a leve sensação de estarmos lendo uma literatura, ao invés de uma obra acadêmica. Descrevendo cada aspecto que influenciou a Igreja de Cristo e nos trouxe até aqui, McGrath traça uma linha do tempo facilmente compreendida. Uma obra esclarecedora, sem dúvidas.
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É isso aí caro leitor, se tiver mais alguma dúvida ou comentário sobre as obras listadas aqui, já menciona aí para a gente!
Por gentileza, informe qualquer problema com os links, ok?
Se não conseguir comprar ainda esse ano, já deixa essa página salva para quando for dar andamento na lista de aquisições para 2019. Esperamos que sejam edificados e fortalecidos no caminho do Senhor.
Deus abençoe a todos, e boa leitura!

 

 

Os dons do Espírito Santo: Parte 2

O capítulo 13 da primeira carta de Paulo aos Coríntios tem sido desde tema de música à leitura quase obrigatória nos casamentos. Aqui, ele fala de forma magnífica sobre a superioridade do amor sobre os dons. Mas, o que é o amor? Talvez a maior parte das pessoas o defina como um sentimento, algo intrinsecamente ligado às emoções. Aquele momento em que o coração bate mais forte, as pernas tremem e as palavras fogem. Não há nada mais longe da definição de amor do que esta. Continuar lendo “Os dons do Espírito Santo: Parte 2”

Jesus e os sinalizadores

Você sabe o que é, ou já ouviu falar sobre sinalização da virtude (virtue-signalling)? É um novo padrão de comportamento que tem se tornado bastante popular por conta das redes sociais. Quando começou, era visto como algo bom, pois uma espécie de estímulo para que outros praticassem o bem, mas, atualmente, é visto como algo não somente negativo, mas também nocivo. E como a igreja é composta de pessoas, e essas pessoas acompanham as tendências comportamentais e são por diversas vezes influenciadas pela cultura na qual estão inseridas, no ambiente de culto, nós passamos então a ter a sinalização da espiritualidade.

Sinalização da Virtude: o que é?

Estamos chegando ao final de 2018, e quantas vezes as hashtags do tipo #somostodos(alguma coisa) foram usadas à exaustão? A ideia por trás das tags é a promoção de alguma causa como uma forma de conscientização por meio da popularização. Mas quantas das pessoas que compartilharam e entraram na onda, realmente tomaram ações concretas no seu dia-a-dia para de fato, promover a causa pela qual se manifestaram? Isso é a sinalização da virtude, promover a luta contra o câncer usando hashtags ao invés de buscar doações para hospitais e instituições que forneçam tratamento. Mostrar para o maior número possível de pessoas que está envolvida com algo virtuoso, sem o estar na realidade.
Recentemente, uma jovem suíça ficou famosa por impedir a decolagem de uma avião para que um homem não fosse deportado para o Afeganistão. Uma cena comovente que foi transmitida ao vivo pelo facebook. Casos como esse, não são difíceis de encontrar no feed de nenhuma rede social, principalmente o facebook, por conta da capacidade de viralização da plataforma. É possível até mesmo contar quantos vídeos passam pelas nossas linhas do tempo todos os dias, com pessoas ajudando pobres, ou militando por alguma causa.
A SV (sinalização da virtude) se tornou um problema social por conta da massiva busca por fazê-lo sem medir as consequências. O homem defendido da deportação no exemplo anterior, dias mais tarde foi acusado de ter estuprado uma adolescente. As pessoas não estão ajudando ou se engajando para ajudar de fato, mas poderem anunciar isso em bom som e conseguirem em certa medida, promoção. O ser humano é vaidoso e orgulhoso por natureza, buscamos sempre meios e formas de nos colocar em uma posição superior moralmente, adoramos a ideia de estar acima, seja em qualquer aspecto (quantas pessoas não se orgulham de terem levado vantagem indevida sobre outras?). É a busca desenfreada pela própria glória que nos leva a decadência desde o Éden.

E quando esse comportamento entra na igreja?

Como dito anteriormente, a igreja é composta de pessoas, e essas pessoas, possuem e interagem por meio de redes sociais, e dentro desse contexto, são influenciadas por elas, algumas mais e outras menos. Dizer que passamos ilesos por esse aspecto da cultura que nos cerca, é ser no mínimo, negligente. Dentro da igreja, as pessoas tem buscado sinalizar não somente suas virtudes, mas também sua espiritualidade. Mãos levantadas, gingado de um lado para o outro, choros, pulos, gritos… Para uma boa parcela das pessoas que se declaram evangélicas, essas são as características que servem de padrão para medir a espiritualidade de alguém, ou até mesmo para definir se um culto foi bom ou não. Se teve alguma dessas, foi bom, se não, Deus não estava presente.
O maior problema desse tipo de cultura na igreja, é justamente a promoção de uma espiritualidade superficial e sem nenhum tipo de comprometimento com o alvo da adoração. Afinal, o objetivo não é oferecer um culto racional e consciente de que cada ação executado naquele momento, deve ser para honra e glória de quem se adora, mas sim, a busca pelas emoções e reações palpáveis, que podem ser vistas e registradas.
Na prática, temos duas situações opostas, mas que são igualmente prejudiciais à saúde da congregação, que são:

  1.  Hipocrisia: Pessoas em situação de total escravidão do pecado e totalmente imersas na própria corrupção, deixam de buscar a santificação e concerto, pois o fato de reagirem emotivamente às situações do culto, faz com que creiam estarem vivendo uma vida agradável aos olhos do Senhor, afinal, Ele ainda se “manifesta” através delas. Um sinal bastante claro de que a pessoa foi ao culto apenas para se servir, é que normalmente, ela não se lembra do que foi pregado, e por consequência não se preocupa com o que realmente deve fazer para agradar ao Senhor.
  2. Rejeição: Na outra ponta, temos aqueles que pelos mais diversos motivos não reagem da mesma à cerimônia, podem se sentir desprezados pelos irmão mais “espirituais” e até mesmo por Deus, uma vez que, não há sinais de “manifestação” do sobrenatural através deles. Tal situação resulta em um crente que não se firma na fé e que constante busca atalhos para poder ter o mesmo que os demais.

Ambas as situações, contribuem para uma visão superficial e totalmente mundana a respeito do culto, e em nenhuma delas o nome do Senhor é glorificado. Ele não recebe a adoração de um povo que está mais preocupado com as próprias reações num culto que não é para elas, e não também não é adorado por quem não sente segurança no amor do Criador e Provedor de todas as coisas.  Nos dois casos, negligenciamos os atributos do próprio Deus que tanto repetimos à exaustão, como justiça, graça, verdade, soberania, amor e misericórdias, pois tornamos condicionais, as características do Deus eterno.

Jesus e os sinalizadores

Atualmente, Jesus, o Salvador, Redentor e Justificador do pecador, tem sido usado como uma espécie de muleta moral. Ou seja, sempre que puder ser usado para expressar uma superioridade sobre os outros, o nome de Jesus será utilizado, o que é contraditório e evidencia um desconhecimento a respeito dEle, afinal, diante dEle, somos igualmente pecadores, corruptos e sem nenhum atributo que seja capaz de nos justificar a nós mesmos (Gl 3:28).
Durante o Sermão do Monte, o mestre dos mestres trata diretamente com as duas situações que falamos acima. Aos que ajudam, mas tiram selfies, disse:

“Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial.
Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa.
Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita,
de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará”.
Mateus 6:1-4

E continuou, agora se referindo aos que ostentam seus próprios métodos de culto:

“E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa.
Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará.
E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos.
Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.”Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa.
Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto,
para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará”.
Mateus 6:5-8;16-18

A repetição das expressões “hipócritas” e “lhes garanto que já receberam sua recompensa”, evidencia a vaidade dos sinalizadores de virtude e da espiritualidade. Afinal, tudo o que fazemos visando uma recompensa, seja ela qual for, indo desde a aceitação por um grupo até algo material, não passa de vaidade. Fora de Cristo, vivemos apenas para nós e para nossa própria glória obedecendo à nossa própria natureza carnal. É necessário que peçamos ao Senhor para que Ele limpe o nosso coração e mantenha afastado nosso maior inimigo: Nós mesmos.

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