As Crônicas de Nárnia: Uma jornada bíblica

Publicados entre 1950 e 1956, os livros narrando as aventuras de crianças em um país mágico cuja autoridade máxima é um leão dourado não domesticado, são a obra mais famosa do escritor C.S Lewis. Muitos consideram as obras infantis demais por conta de sua alegoria um tanto quanto óbvia a respeito do leão em questão, e mesmo sendo uma obra claramente cristã, assim como seu autor, ainda há quem acredite que não seja uma literatura a ser consumida por cristãos. Nesse breve texto, vou abordar um pouco sobre como cada livro traz ensinamentos valiosos e profundos sobre nossa trajetória cristã. Obediência, fé, amor, responsabilidade, honra  e justiça, são as lições principais que o mundo fantástico de Nárnia nos ensina.

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Porque estudar Escatologia?

A cada nova desgraça que acontece no mundo, os crentes nas redes sociais ficam ouriçados com os sinais dos tempo, marca da besta e afins. Quem nunca dormiu e acordou achando que o arrebatamento aconteceu e ficou para trás que atire a primeira pedra. Muito disso é fruto de um ensino baseado em achismos, experiências pessoais e um misticismo que existe em relação ao tema, como se somente as mentes mais iluminadas de todas as eras da Igreja fossem capazes de compreendê-los. Entendendo essa necessidade, abro com esse texto uma série de estudos que buscarão te ajudar a entrar nessa parte da teologia. O que acompanhará nessa série, não é nem perto do que vai possuir ao consumir conteúdo a respeito (confesso que estou bem longe de ser um especialista no tema). Entretanto, assim como você, caro leitor, já acreditei em alguns mitos sobre Escatologia que me impediram de acessar e buscar conteúdo bíblico a respeito. Quer saber quais mitos são esses? Confira abaixo:

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Morte e Estado Intermediário

A morte é um aspecto da vida humana tão intenso que gostando do assunto ou não, é a referência que temos quando falamos em certeza. Quem nunca usou a expressão “se existe uma certeza na vida, é a morte”, ou uma de suas variações e paráfrases, que atire a primeira pedra. Por ser um tema tão importante e alvo de algumas controvérsias, a morte possui um ramo da escatologia só para ela. Trata-se da Escatologia Individual. Continuar lendo “Morte e Estado Intermediário”

Jesus e as Religiões

Perguntas simples, podem trazer verdades reveladoras que nos ajudam a entender aquilo que cremos e o que pensamos acreditar. Vi uma dessas perguntas no twitter há um tempo. A questão era “Fora do cristianismo, qual é a religião que você considera mais ‘interessante’? E por quê?”, a princípio, por não levar a coisa a sério, respondi Ufologia. Mas um comentário na publicação me chamou a atenção. O teólogo Ângelo Bazzo, comentou que qualquer cristão deveria responder judaísmo. A partir de então, me pus a refletir sobre a forma como vemos nossa própria religião. Abaixo explico como não escolher o judaísmo reflete num desconhecimento tanto de nossa fé, como de um dos seus pilares: a Trindade.

O Problema da Religião

A partir de 2012, iniciou-se no meio evangélico um movimento de negação da religião. Frases como: “viva o evangelho e não a religião”, “Cristo salva e a religião mata”, “Não seja religioso” eram comuns em shows, pregações e eventos gospel. Então, toda uma geração de crentes, principalmente, novos convertidos foi convencida de que sua relação com Jesus deveria ser pautada em um comportamento que não poderia, e nem deveria, ser marcado pela obediência a regras. A ideia de rebelar-se contra o sistema religioso e revolucionar o cristianismo com uma geração de jovens que sabiam realmente o que era melhor para a igreja e como resolver seus problemas na base do amor, foi uma tentação e tanto. Confesso que eu mesmo caí nesse engano.

Moderação nas roupas e linguajar, eram cobranças que os jovens não aceitavam de suas lideranças. E o argumento que ainda é utilizado nos dias de hoje é que Jesus não definiu normas de conduta, e que por isso, esse apego às tradições não é o verdadeiro evangelho. Acontece que esse argumento é baseado numa confusão de termos.

Religião, Dogmas e Costumes

Vamos abordar os termos e suas aplicações para entendermos o real panorama de toda essa situação, e como ela é muito mais ampla e não recebe a atenção devida. É muito comum confundirmos religião com dogmas, mas são coisas diferentes. A situação fica ainda mais complexa, quando há a confusão de que costumes e dogmas são a mesma coisa. Alguns núcleos críticos à fé cristã usam da variedade de igrejas para atacar a credibilidade do cristianismo. Afinal, se ela é a verdadeira, por que então, existem tantas denominações?
A definição de religião vem do latim religare, que significa, religar. Ou seja, religião é o conjuntos de crenças que tem por objetivo nos conectar ao divino, com a finalidade de satisfazer a necessidade existencial que temos de voltar a Deus, status perdido após a queda de Adão. É possível compreender então, que qualquer postura ou ação que tenha por objetivo nos conectar a uma entidade considerada superior que nos provê uma condição moral capaz de nos tornar completos em nossa condição de criatura, é uma atitude religiosa.

Uma vez que assumimos uma postura religiosa, e existe a crença em um ser superior, assumimos também que existem ações que agradam e desagradam a esse ser. Sendo necessário então, a sistematização das regras para que se possa agradar a vontade deste. Estamos falando dos dogmas. Dogmas são pontos considerados indiscutíveis de uma crença. No cristianismo, temos as confissões de fé que nos ajudam a visualizar a crença como um todo e que tem efeitos práticos em nossas leituras e estudos a respeito de Deus e de Jesus. Por exemplo, uma instituição não pode se declarar cristã, se ela não enxerga como Jesus Cristo como o ponto principal de todas as coisas.

Os chamados usos e costumes, são uma forma de cada denominação expressarem sua identidade. E aqui, é onde vemos a diversidade tão criticada. Recentemente, um amigo me marcou em um post no facebook, onde uma página criticava um presidente por usar uma bermuda, enquanto o estatuto da referida igreja ordena o não uso dessa peça de roupa. Em outras denominações não há esse tipo de exigência. O que muitos classificam como religiosidade e alvo de críticas é na verdade apenas uma característica de cada denominação. Independente de acreditar que tatuagem é pecado ou não, enquanto crer que Jesus é o Filho do Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, que morreu e ressuscitou ao terceiro dia, está a direita de Deus e voltará para julgar os vivos e os mortos, aponta para a profissão da fé cristã, que é uma religião.

Nesse momento, você pode pensar: ok, mas o que tudo isso tem a ver com não escolher judaísmo em uma pergunta que exclui o cristianismo, tem a ver com a Trindade? É o que respondo agora.

Sim, Jesus criou um religião

Agora que entendemos os termos e suas diferenças, podemos entender melhor a religião que Jesus criou. Obviamente, Jesus não marcou uma data no calendário como sendo o ponto de partida de sua religião. É possível identificar uma religião formal com base em alguns preceitos, veja abaixo:

  • Mandamentos (Mt 22:34-40; Mc 12:28-34) – Os mandamentos enfatizados por Jesus resumem os 10 mandamentos da Lei Mosaica e não os substituem como pensam alguns. Amando a Deus de todo o nosso coração, alma e entendimento, não prestaremos culto a outros deuses, não construiremos ídolos e imagens, não tomaremos o nome do Senhor em vão e também dedicaremos um dia da semana para honrá-Lo e adorá-Lo. Da mesma forma que amando o nosso próximo, honraremos nossos pais, falando em um contexto familiar, não intentaremos contra a vida, não cometeremos adultério, diremos mentiras a respeito deste, cobiçaremos ou tomaremos algum dos seus bens. Ao resumir a Lei, Jesus aponta para o objetivo desta, deixando esse esclarecimento como ordenança.
  • Estabelecimento de uma aliança (Mt 26:27-28) – O sangue de Cristo é o selo que cobre os cristãos de todas as eras, assim como o sangue do cordeiro pascal cobriu as portas dos hebreus impedindo que a morte entrasse nas casas do povo de Deus, esse sangue nos livra do salário do pecado, uma vez que o preço já foi pago. Assim, vivemos em graça por conta do sangue derramado.
  • Ensino de uma doutrina (Jo 15:8-14) – Ao contrário do que os adeptos da hipergraça ensinam, a identidade do cristão não está numa liberdade descompromissada, mas sim, pautada pela obediência. Cristo como autor da Lei, conhece a motivação desta, assim, quando se contrapunha aos judeus, ele não o fazia para anular a Lei, mas para apontar o erro de interpretação cometido por seus opositores. No versículo da referência desse tópico, Jesus diz claramente que permanece no amor do Pai por sua obediência ao que lhe fora ordenado. Adão caiu pela desobediência, enquanto Cristo foi exaltado por sua obediência. Logo, a obediência, e não a revolução, é o que nos mantém em Jesus.
  • Realização de sacrifício para religar o homem a Deus (Jo 12:23) – O sacrifício apresentado pelo Messias não foi um animal perfeito, mas o sacrifício perfeito. Somente Jesus tinha condições de se apresentar diante do Pai como conciliador entre Deus e o homem. A oferta perfeita, aquele que em tudo foi tentado, o único sabia o ponto de vista de Deus e passou a seus discípulos. Jesus Cristo é o elo perfeito entre uma humanidade imensamente pecadora e um Deus infinitamente santo.

Antes que Abrãao existisse, Ele era

Pai, Filho e o Espírito Santo são um só, entretanto, possuem personalidades distintas. Sempre juntos, mas independentes. Como isso ocorre é um dos mais belos mistérios com relação ao Ser Supremo que é o Deus que servimos. O fato de a história ter sido dividida em Antes e Depois de Cristo e da Bíblia ser dividida ser dividida em Antigo e Novo Testamento, pode gerar em nosso imaginário a ideia de que as coisas anteriores a Jesus não tenham tido sua participação direta. É como se concordássemos com aqueles que afirma que Jesus não era Deus, mas uma criatura como nós. Em João 8:58, Jesus diz que antes que Abraão existisse, ele era. Essa afirmação vem logo após os judeus questionarem sua identidade por conta de suas palavras sobre a morte e a vida de quem crê nele. Para um judeu nos tempos de Jesus, essa afirmativa era uma blasfêmia, pois em Abraão estava a origem terrena de toda a nação. Ao chamar para si o atributo da eternidade, Jesus apresentou a quem o ouviu, uma autoridade maior que a de Abraão e dos profetas.

No primeiro capítulo do evangelho de João, temos: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”. O Verbo (origem de todas as coisas) a quem o apóstolo se referia, era o próprio Cristo. Então, devemos entender que Jesus estava presente em todos os momentos da história. Da criação, passando pela confusão das línguas na Torre de Babel, o chamado de Abraão, a revelação até a entrega da Lei para Moisés. Quando é dado a Moisés as instruções para os ritos, Jesus como integrante da Trindade, deu essa ordem. Dos sacrifícios aos rituais de purificação, tudo instituído por Jesus.

Ao encarnar como homem Jesus não obedece a Lei por estar sujeito à ela humanamente falando, mas por ser o autor! Seria completamente incoerente que ele, sendo perfeito e a encarnação do Ser Supremo, fosse capaz de negligenciar, desobedecendo algo que o próprio apresentou como sendo um fundamento para a identidade de seu povo. Ao dar a Lei a Moisés, Jesus também antecipou a revelação de si mesmo, pois somente ele, na condição de Legislador poderia compreender não somente o significado, mas o propósito de suas leis.

Cristo x Deus

É uma tentação acreditar que, de alguma forma, há uma diferença entre o modo como a Trindade se revela no Antigo Testamento e o modo como a enxergamos no Novo. Não há. Acontece que, ao estabelecer o pacto da Graça, a cortina foi rasgada e agora, podemos vislumbrar o panorama da obra de Deus. É um erro grotesco acreditar que Jesus anula o Antigo Testamento. Quando diante da pergunta que mencionei, não escolhemos o judaísmo de imediato, apenas apontamos para uma verdade bem inconveniente: a de que para nós, a revelação de Deus no Antigo Testamento não é suficiente. Como se Jesus fosse um substituto de Deus. O que é um pensamento absurdo vindo de um cristão.

Assim como Deus, Cristo está revelado na Lei e nos Profetas. Não podemos acreditar que o Pai foi substituído pelo Filho, uma atualização dos aplicativos de nosso celular. Quando pensamos assim, em algum momento podemos acreditar que o Espírito Santo substituirá Jesus de alguma forma, no presente ou no futuro.

Não sou judaizante, longe disso. Entretanto, tanto o cristianismo quanto o judaísmo têm a mesma origem. Somos co-herdeiros da promessa feita aos judeus, por causa da fonte! Assim, precisamos resistir à tentação de que acreditar que a revelação de Deus no AT é diferente da que vislumbramos em Cristo. Se temos necessidade de um advogado, é porque há um juiz. Que o amor que dizemos ter por Deus, seja aprofundado pelo conhecimento de como Ele se revelou, e como Ele quer ser adorado.

Jesus criou tanto o judaísmo, quanto o cristianismo. Ambos apontam para ele, a diferença é que nós vislumbramos o Pai através do sangue do Filho com os olhos dados pelo Espírito. Amar e conhecer a Deus consiste em conhecer a Ele todo e não somente a visão que projetamos. Ele é quem se revela. Quer conhecer o Pai, o Filho e o Espírito Santo como eles são e não mais com base em falácias e discursos tolos de internet? Abra sua bíblia.

Celso Amaral

O Senhor dos Anéis e o Cristianismo

Você sabia que a obra O Senhor dos anéis tem Deus como personagem principal, mesmo sem o nome dEle ser mencionado uma única vez? Esse texto é sobre a aplicabilidade do cristianismo nesta obra tão fantástica de J. R. R. Tolkien. Também farei uma curta menção a acontecimentos da obra O Silmarillion, que é conhecido como “o velho testamento” do universo que Tolkien criou, e ao O Hobbit, para melhor contextualizar o leitor. Continuar lendo “O Senhor dos Anéis e o Cristianismo”

O cristão e as redes sociais

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei para a glória de Deus.”
1 Coríntios 10:31

O ambiente virtual, comumente é visto como uma realidade alternativa na qual as leis e normas de conduta de nosso mundo físico não só não existem, como também devem ser postas à prova. Muitas vezes parece que a redes sociais, e a internet como um todo, são o habitat natural de trolls, fakes e assediadores, e que para pertencer devidamente a esse espaço, todos devem se converter nesse tipo de perfil. Entretanto, essa “regra” não vale – pelo menos, não deveria valer – para cristãos. Se somos chamados a não nos curvar diante do mundo em seu sentido físico, o mesmo se aplica ao virtual. Continuar lendo “O cristão e as redes sociais”

Evangelho: você sabe o que é?

A bíblia possui quatro livros que são chamados evangelhos. Dependendo da versão que possua em sua casa, pode ser ” o evangelho segundo…”, “o evangelho de…”, “evangelho escrito por…”, como forma de apresentação do conteúdo narrativo contido naquele livro. Talvez se você perguntar no grupo da igreja quantos evangelhos exitem, por conta, desses quatro livros a resposta “quatro”. A propósito, esse texto não tem como objetivo trazer uma nova definição de evangelho, pense nessa leitura como um esclarecimento de algo que muitas vezes soa abstrato em algumas falas que vemos por aí. Continuar lendo “Evangelho: você sabe o que é?”

Compreendendo o jejum

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto. Continuar lendo “Compreendendo o jejum”

A importância do cancelamento de cultos

O que todos previam e temiam, aconteceu. O Novo Corona Vírus chegou ao Brasil, e até o momento da escrita desse texto, já fez 5 vítimas fatais em solo tupiniquim. Ao contrário do que o governo brasileiro afirmou durante dias, não se tratava de uma histeria coletiva, não era um alarmismo desnecessário e agora, estamos diante de uma situação que pode ser extremamente prejudicial. Diante desse cenário, vários pastores e líderes têm insistido em manter a grade de seus cultos normalmente, sendo Silas Malafaia o que mais fez esse tipo de pronunciamento e até viralizou recentemente um vídeo sugerindo que o Estado o proibisse de realizar cultos. À parte da necessidade quase patológica que Malafaia tem de causar polêmica para se manter relevante, neste texto vou dissertar um pouco sobre como o ato de manter as igrejas abertas não é somente irresponsável, mas vil e desumano e contrário a qualquer princípio bíblico do trato e amor ao próximo. Continuar lendo “A importância do cancelamento de cultos”

O que cristão devem fazer em situações como a do Novo Coronavírus?

A OMS declarou a situação do Coronavírus (COVID-19) como sendo uma pandemia, mas o que isso significa? Em resumo, significa que a doença tem potencial para uma contaminação global. Diante desse cenário caótico, muitos charlatães se manifestam dizendo que se trata do Apocalipse, prometem curas e proteção contra a contaminação, etc. Assim sendo, é necessário que saibamos como agir de forma ética e sábia. Continuar lendo “O que cristão devem fazer em situações como a do Novo Coronavírus?”

Os Nomes e Títulos de Jesus

Agora que já sabemos qual a fonte deve ser utilizada para que tenhamos um conhecimento correto sobre a pessoa de Cristo (para ler, clique aqui), hoje trataremos sobre os títulos que são usados pelos escritores bíblicos para nos darem um panorama de cada aspecto da natureza de Jesus. Continuar lendo “Os Nomes e Títulos de Jesus”

QUEM É JESUS?: O panaroma bíblico

As galerias de arte estão abarrotadas de quadros com imagens que seus autores dizem ser de Jesus, assim como a imagem que ilustra esse texto. Muitas casas também. Acredito que a mais famosa dessas representações gráficas do Cristo seja a tela chamada Sagrado Coração de Jesus, também acompanhado do Sagrado Coração de Maria. Com a ascensão dos debates pautados em causas identitárias – movimento negro, LGBT, feminista e afins – a questão da aparência de Jesus novamente se tornou ponto de discussão. Mas até que ponto essa obsessão é relevante para aqueles que buscam conhecer a Cristo?

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Você leu os termos de uso?

Eles estão presentes em praticamente tudo que é informatizado. Do jogo mais bobo ao programa mais sofisticado, passando por sistemas operacionais, aplicativos de celular e pelo cadastro que fazemos para ingressar em uma rede social. Na maioria das vezes, notamos sua presença apenas por um vislumbre. Pode até ser que alguma vez você tenha pensado em lê-lo, mas quando viu a imensidão de parágrafos e cláusulas, correu para selecionar o campo “aceito” e prosseguir para o seu objetivo. Pois é, os termos de uso e contrato de licença competem em busca do título de mais ignorado da história humana. Por não ser uma leitura obrigatória cria-se uma atmosfera de que tal conteúdo não tem importância. Recentemente o Davi Benac postou no twitter, o seguinte: Continuar lendo “Você leu os termos de uso?”

Sobre púlpitos e políticos

Sejamos francos, esse texto era para ser desnecessário. Gostaria que o fosse, assim talvez, pudéssemos rir da situação como sendo um absurdo que não se aplica ao contexto da Igreja do Senhor. Mas, assim como infelizmente, denunciar os atos indulgentes de líderes neopentecostais, faz-se necessário também, apontar os erros de crentes tradicionais. Recentemente, o Reverendo Emerson Ferreira desafiou fieis a assinarem uma inscrição partidária participando do processo conhecido como apoiamento, que nada mais é que o recolhimento de assinaturas de membros da sociedade para que um partido político possa ser criado – o partido em questão, o Aliança pelo Brasil. Não se trata de um partido qualquer. Caso venha a ser criado, será o futuro partido do atual Presidente da República Jair Bolsonaro. A ação por si só já é bizarra, pois, há um princípio que precisamos não somente zelar, mas defender, até mesmo por ser este o responsável por nos dar liberdade de culto e de proselitismo, que é o preceito da laicidade do Estado. Para entendermos bem a seriedade do que foi feito na Igreja Presbiteriana Central de Londrina, precisamos entender alguns pontos, vamos a eles. Continuar lendo “Sobre púlpitos e políticos”