O Senhor dos Anéis e o Cristianismo

Você sabia que a obra O Senhor dos anéis tem Deus como personagem principal, mesmo sem o nome dEle ser mencionado uma única vez? Esse texto é sobre a aplicabilidade do cristianismo nesta obra tão fantástica de J. R. R. Tolkien. Também farei uma curta menção a acontecimentos da obra O Silmarillion, que é conhecido como “o velho testamento” do universo que Tolkien criou, e ao O Hobbit, para melhor contextualizar o leitor. Continuar lendo “O Senhor dos Anéis e o Cristianismo”

O cristão e as redes sociais

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei para a glória de Deus.”
1 Coríntios 10:31

O ambiente virtual, comumente é visto como uma realidade alternativa na qual as leis e normas de conduta de nosso mundo físico não só não existem, como também devem ser postas à prova. Muitas vezes parece que a redes sociais, e a internet como um todo, são o habitat natural de trolls, fakes e assediadores, e que para pertencer devidamente a esse espaço, todos devem se converter nesse tipo de perfil. Entretanto, essa “regra” não vale – pelo menos, não deveria valer – para cristãos. Se somos chamados a não nos curvar diante do mundo em seu sentido físico, o mesmo se aplica ao virtual. Continuar lendo “O cristão e as redes sociais”

Evangelho: você sabe o que é?

A bíblia possui quatro livros que são chamados evangelhos. Dependendo da versão que possua em sua casa, pode ser ” o evangelho segundo…”, “o evangelho de…”, “evangelho escrito por…”, como forma de apresentação do conteúdo narrativo contido naquele livro. Talvez se você perguntar no grupo da igreja quantos evangelhos exitem, por conta, desses quatro livros a resposta “quatro”. A propósito, esse texto não tem como objetivo trazer uma nova definição de evangelho, pense nessa leitura como um esclarecimento de algo que muitas vezes soa abstrato em algumas falas que vemos por aí. Continuar lendo “Evangelho: você sabe o que é?”

Compreendendo o jejum

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

A BÍBLIA ORDENA O JEJUM ?

Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv 23.27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr 36.6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At 27.9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.

Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.16-18).

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt 28.20), inclusive o modo correto de jejuar! O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc 6.31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc 6.46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc 18.12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:

“Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc 5.33-35).

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.

O jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:

“Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is 58.3a).

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:

“Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Is 58.3b,4).

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

O PROPÓSITO DO JEJUM

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma. Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc 2.22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt 17.21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt 17.19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

  1. a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:
  • Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm 6.3,4);
  • Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (1 Sm 7.6, Ne 9.11);
  • Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (2 Sm 1.12 e 3.35);
  • Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (2 Sm 12.16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (2 Cr 20.3);
  • Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed 8.21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et 4.16);
  • Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl 35.13);
  • Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn 9.3, 10.2,3)
  1. b) Nos Evangelhos
  • Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt 17.21);
  • Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc 2.37);
  • Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc 4.1,2);
  1. c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
  • Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At 13.2);
  • Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
  • Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At 14.23).
  1. d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (2 Co 6.3-5; 11.23-27).

DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

  1. a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:

“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn 10.2,3).

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas.

Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn 9.3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

  1. b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.” (Mt 4.2).

Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

  1. c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias.

A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

1) Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et 4.16).

2) Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.” (At 9.9).

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

A DURAÇÃO DO JEJUM

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua. Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

  • 1 dia – O jejum do Dia da Expiação
  • 3 dias – O jejum de Ester (Et 4.16) e o de Paulo (At 9.9);
  • 7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31.13);
  • 14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At 27.33);
  • 21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn 10.3);
  • 40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc 4.1,2);

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex 34.28) e Elias (1 Re 19.8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum… Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. (Ec 5.4,5).

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

O JEJUM PROLONGADO

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc 4.1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo; o maior tempo que jejuei (apenas bebendo água) foram 21 dias. Mas cada um desses irmãos confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6.16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez… Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.

Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor. Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.

Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás” , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.

CONCLUINDO

Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos.

E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.

Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória.

Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área.

Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma…

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

Para saber mais acesse o curso em nossa ESCOLA BÍBLICA ORVALHO.COM lá tem um curso on-line completo sobre jejum. Acesse: https://orvalho.eadbox.com/courses/jejum-biblico

Celso Amaral

A importância do cancelamento de cultos

O que todos previam e temiam, aconteceu. O Novo Corona Vírus chegou ao Brasil, e até o momento da escrita desse texto, já fez 5 vítimas fatais em solo tupiniquim. Ao contrário do que o governo brasileiro afirmou durante dias, não se tratava de uma histeria coletiva, não era um alarmismo desnecessário e agora, estamos diante de uma situação que pode ser extremamente prejudicial. Diante desse cenário, vários pastores e líderes têm insistido em manter a grade de seus cultos normalmente, sendo Silas Malafaia o que mais fez esse tipo de pronunciamento e até viralizou recentemente um vídeo sugerindo que o Estado o proibisse de realizar cultos. À parte da necessidade quase patológica que Malafaia tem de causar polêmica para se manter relevante, neste texto vou dissertar um pouco sobre como o ato de manter as igrejas abertas não é somente irresponsável, mas vil e desumano e contrário a qualquer princípio bíblico do trato e amor ao próximo. Continuar lendo “A importância do cancelamento de cultos”

O que cristão devem fazer em situações como a do Novo Coronavírus?

A OMS declarou a situação do Coronavírus (COVID-19) como sendo uma pandemia, mas o que isso significa? Em resumo, significa que a doença tem potencial para uma contaminação global. Diante desse cenário caótico, muitos charlatães se manifestam dizendo que se trata do Apocalipse, prometem curas e proteção contra a contaminação, etc. Assim sendo, é necessário que saibamos como agir de forma ética e sábia. Continuar lendo “O que cristão devem fazer em situações como a do Novo Coronavírus?”

Os Nomes e Títulos de Jesus

Agora que já sabemos qual a fonte deve ser utilizada para que tenhamos um conhecimento correto sobre a pessoa de Cristo (para ler, clique aqui), hoje trataremos sobre os títulos que são usados pelos escritores bíblicos para nos darem um panorama de cada aspecto da natureza de Jesus. Continuar lendo “Os Nomes e Títulos de Jesus”

QUEM É JESUS?: O panaroma bíblico

As galerias de arte estão abarrotadas de quadros com imagens que seus autores dizem ser de Jesus, assim como a imagem que ilustra esse texto. Muitas casas também. Acredito que a mais famosa dessas representações gráficas do Cristo seja a tela chamada Sagrado Coração de Jesus, também acompanhado do Sagrado Coração de Maria. Com a ascensão dos debates pautados em causas identitárias – movimento negro, LGBT, feminista e afins – a questão da aparência de Jesus novamente se tornou ponto de discussão. Mas até que ponto essa obsessão é relevante para aqueles que buscam conhecer a Cristo?

Continuar lendo “QUEM É JESUS?: O panaroma bíblico”

Você leu os termos de uso?

Eles estão presentes em praticamente tudo que é informatizado. Do jogo mais bobo ao programa mais sofisticado, passando por sistemas operacionais, aplicativos de celular e pelo cadastro que fazemos para ingressar em uma rede social. Na maioria das vezes, notamos sua presença apenas por um vislumbre. Pode até ser que alguma vez você tenha pensado em lê-lo, mas quando viu a imensidão de parágrafos e cláusulas, correu para selecionar o campo “aceito” e prosseguir para o seu objetivo. Pois é, os termos de uso e contrato de licença competem em busca do título de mais ignorado da história humana. Por não ser uma leitura obrigatória cria-se uma atmosfera de que tal conteúdo não tem importância. Recentemente o Davi Benac postou no twitter, o seguinte:

https://twitter.com/davibenac/status/1219791868566949888

O post do Davi me lembrou uma outra situação bem, digamos, peculiar. Em 2017, a Super Interessante postou uma matéria bastante interessante sobre casos envolvendo os tais termos de uso e contrato de privacidade. “No começo de 2005, Doug Heckman resolveu ler um contrato. No meio das cláusulas, encontrou algo estranho – um prêmio de mil dólares. Entrou em contato com a empresa de softwares PC Pitstop, responsável pelos termos, e recebeu o prêmio. O problema: foram precisos 5 meses e 3 mil cadastros para que alguém percebesse a brincadeira. Anos depois, em abril de 2010, a loja de jogos GameStation foi ainda mais longe: escondeu uma cláusula que fazia o usuário ceder os direitos da própria alma à empresa. Enquanto mil pessoas identificaram a brincadeira, 7 mil concordaram.” a matéria completa pode ser lida aqui.

Curiosamente, essas histórias de aceitar e “assinar” sem ler, têm muita relação com nossa vida espiritual como um todo. É muito comum que pessoas ainda não convertidas entrem em nossas igrejas, e logo após a pregação ficamos afoitos, esperando que ela diga sim a tudo o que foi dito e passe a dividir os bancos/cadeiras do templo já na semana seguinte. O resultado é uma leva de novos crentes que foram convencidos, mas não foram convertidos. Os danos disso são sentidos das formas mais variadas. Passando desde o legalismo (apego a normas de conduta) até a nova onda do momento, a hipergraça (a ideia de que a graça de Deus nos permite pecar desregradamente e ainda assim contar com sua ação). Todo o movimento das igrejas, deixa de ser para frente seguindo os passos do mestre para um movimento tipo pêndulo, onde sempre estamos balançando de um extremo a outro. Ora legalismo, ora hipergraça. Tudo isso porque os termos de uso do evangelho não ficaram claros seja para terceiros, seja para nós mesmos.

Quais os termos de uso do evangelho?

Para encontrarmos as referências adequadas precisamos entender que a Bíblia Sagrada fala de Jesus. Desde Moisés narrando a criação até a consumação de todas as coisas, tudo se trata de Jesus. Isto posto, é dela que vem toda a fonte de conhecimento a respeito da realidade de Deus. Por meio dela, entendemos que caímos da graça e não temos condições de nos apresentarmos como referencial de nada (Jó 15:14; Sl 51:5; Ef 2:3; Rm 3:9-12; Is 64:6), mas que apesar do abismo de nosso pecado e desgraça, a ação salvadora de Cristo vem como uma avalanche imparável para nos resgatar da morte (Ez 36:26; Jo 6:28-29). Todo o processo da salvação está registrado nos termos de uso que o próprio Deus escreveu para que pudéssemos nos manter firmes e constantes em Seu propósito (Dt 17:18,19; 31:9,22; Is 30:8; Jr 30:2; 45:1; 51:60). Infelizmente, temos tratado os estatutos do Senhor da mesma forma que tratamos os termos de um aplicativo novo que instalamos.

Recentemente, assisti ao documentário Sheep among Wolves no YouTube (para assistí-lo clique aqui ) e o ponto que mais me chamou a atenção é um momento em que os irmãos do Irã, relatam que eles não buscam converter as pessoas para depois discipulá-las ao falarem sobre a fidelidade dos crentes iranianos. A ação é o contrário, o discipulado vem primeiro, para que depois busquem a conversão. Essa estratégia tem se mostrado bastante eficaz, pois as pessoas que passam a compor a igreja, sabem dos riscos que correm e quais suas responsabilidades para com o corpo. Dessa forma, se tornam uma comunidade cada vez mais forte e sadia, espiritualmente falando. Precisamos repetir os feitos de nossos irmãos do Oriente Médio, seja em abordagem com amigos e familiares, sejam com os nossos irmãos que assistem os cultos todas as semanas em nossas congregações. Conheça a fé que professa, ensine-a a outros.

Caso você leitor(a), não tenha certeza se conhece os termos do evangelho quando levantou sua mão, procure o seu pastor ou professor(a) de Escola Bíblica Dominical e converse com ele(a) a respeito e seja esclarecido(a). Muita gente morreu para que tivéssemos acesso aos Termos e Condições do Senhor Todo-Poderoso, o mínimo que podemos fazer é honrar esse sacrifício com a leitura e conhecimento do seu conteúdo.

Celso Amaral

Sobre púlpitos e políticos

Sejamos francos, esse texto era para ser desnecessário. Gostaria que o fosse, assim talvez, pudéssemos rir da situação como sendo um absurdo que não se aplica ao contexto da Igreja do Senhor. Mas, assim como infelizmente, denunciar os atos indulgentes de líderes neopentecostais, faz-se necessário, apontar os erros de crentes tradicionais. Recentemente, o Reverendo Emerson Ferreira desafiou fieis a assinarem participando do processo conhecido como apoiamento, que é o recolhimento de assinaturas de membros da sociedade para que um partido político possa ser criado – o partido em questão, o Aliança pelo Brasil necessita de aproximadamente 492 mil assinaturas. Não se trata de um partido qualquer, mas o do atual Presidente da República Jair Bolsonaro. A ação por si só já é bizarra, pois, há um princípio que precisamos não somente zelar, mas defender, até mesmo por ser este o responsável por nos dar liberdade de culto e de proselitismo, que é o preceito da laicidade do Estado. Para entendermos bem a seriedade do que foi feito na Igreja Presbiteriana Central de Londrina, precisamos entender alguns pontos, vamos a eles.

Estado laico, o que é?

Laico significa o que ou quem não pertence, ou não está sujeito a uma religião ou não está influenciado por ela. O termo “laico” tem sua origem no grego laikós que significa “do povo” (fonte). Ou seja, quando falamos em defender em um Estado Laico, ressaltamos a importância de que a instituição responsável por promover o equilíbrio social deve ser neutro sob aspectos religiosos. Entretanto, a laicidade do Estado não deve ser entendida como justificativa para a defesa de um Estado caracteristicamente ateu. O que quero dizer com isso? A laicidade é o que permite direitos religiosos básicos, tais quais, proselitismo, culto, confissões públicas de fé, ostentação de objetos religiosos em espaços comuns e afins. Isso falando apenas de aspectos da religião cristã. Levando para outras formas de crença, a Laicidade do Estado garante a liberdade para o sacríficio de animais de religiões de matrizes afro; a reunião para contato com espíritos em centros espíritas; encontros de satanistas; rituais de bruxaria; que muçulmanos orem voltados para Meca; judeus guardem o sábado, etc. Um Estado fundamentalmente ateu, como alguns defendem, além de negar essas liberdades, as criminaliza, assim sendo, nessa condição se opõe ao sagrado e transcendente.

Por que trouxe essa definição?

Obviamente, nenhuma igreja ou instituição religiosa defenderia um Estado Ateu assim como não defenderia um Estado Religioso. O ponto que muitos, inclusive cristãos que se identificam como reformados não entenderam, é que a restauração de nossa nação, como muitos desejam, não passa por Brasília. Muitos vêem no governo Bolsonaro a solução para os problemas da igreja, como se o Messias no nome do meio do presidente fossem um título divino, que vejam só, é atribuído a Cristo! O púlpito é um local de pregação da Palavra, somente. Somente Cristo deve ser anunciado no púlpito. A própria origem e intenção de criação do Partido Aliança pelo Brasil, tem motivação bastante questionável, uma vez que houve um racha no antigo partido de Bolsonaro, o PSL, e aparentemente, está havendo uma guerra para beliscar uma fatia do famigerado fundão eleitoral. Valores familiares? Valores cristãos? Desde quando dinheiro tem relação com esses?

O canto da sereia

Que a igreja brasileira é alvo de ações e de interesse político não é de hoje. Leonardo Boff, o profeta do petismo, bastante militou de dentro da Igreja Católica nos anos 90 para promover um alinhamento de convicções entre igreja e petismo, tendo como seu messias a pessoa de Lula. Da mesma forma que lideranças tanto de dentro quanto de fora da ICAR se opuseram a tal comportamento, devemos fazer o mesmo dentro das igrejas evangélicas. A Teologia do Domínio (ou dos Sete Montes, como alguns a chamam), é uma doutrina pautada na ideia de que membros de igrejas devem ocupar posições de liderança na sociedade para poderem influenciar a cultura e comportamento para que se alinhem à moral cristã. Isso não é bíblico, pois, nada mais é que uma visão terrena do Reino de Deus atribuindo à igreja uma responsabilidade que não é dela! Qualquer influência da igreja na sociedade se dá de forma à parte do Estado. A igreja existe, resiste e persiste apesar do Estado Democrático de Direito. O Reino que pregamos é o reino vindouro, sob o comando de Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos Senhores, não é um governo chefiado por homens tão corruptos quanto qualquer outro, o Reino de Cristo é eterno! Não podemos jamais nos esquecer disso.

A aliança da igreja não é com o Brasil, apesar de ela cuidar dele. A aliança da igreja não é com o presidente, apesar de orar por ele. A aliança da igreja não é com a cultura, apesar de influenciá-la com seus valores. A aliança da igreja é com Jesus Cristo! A igreja não deve se comportar como alguém desesperado por afeto e afagos que instala o Tinder buscando o candidato que mais preenche seus requisitos à procura do “match” ideal. A igreja já é compromissada. Ela não está solteira. Ela está noiva, e em breve vai se encontrar com Ele, e Ele, vai pedir contas das vezes que a sua prometida flertou com outros.

A Noiva de Cristo, aquela que é santa, imaculada e acima de tudo, fiel. Sabe quem é o seu amado, e para Ele, é que ela se prepara e aguarda. Os demais, nem vale a pena mencionar.

 

Celso Amaral

Não dê ouvidos ao diabo

Qual a primeira coisa que vem à sua mente quando falamos em tentação? Como você imagina que foi a tentação de Eva no Éden e de Jesus no deserto? Se pudesse descrever como o inimigo de nossas almas se aproxima de nós para nos fazer pecar e desobedecer a Deus, de que forma ele se apresentaria? Ao contrário do que muitos podem pensar, quando o diabo quer nos fazer trocar Deus por qualquer outra coisa, ele não surge através de um portal flamejante, mostrando suas presas, garras afiadas, rabo pontudo e com tridente nas mãos. Em nosso tempo, Satanás tem se apresentado de forma contrária a essa visão. Surge com uma roupinha descolada, fundo preto, luzes direcionadas para a platéia e palavras bonitas seguidas de choros que logo são substituídos por risos. Essa descrição te parece familiar? Continuar lendo “Não dê ouvidos ao diabo”

Você acredita no inferno?

De acordo com pesquisas recentes, 81% dos americanos adultos acreditam no céu, e 80% esperam ir para lá quando morrerem. Em comparação, cerca de 61% acredita no inferno, mas menos de 1% pensa que é provável que ele irá para lá. Em outras palavras, uma pequena maioria de americanos ainda acredita que o inferno existe, mas o medo genuíno do inferno é quase inexistente.

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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE ABORTO ESPONTÂNEO?

Provavelmente, a pergunta mais comum que as pessoas fazem após um aborto espontâneo é “Por que isso aconteceu?” Ou “Por que Deus fez isso comigo?” Não há respostas fáceis para essas perguntas. De fato, não há uma conclusão satisfatória ao motivo pelo qual coisas ruins acontecem às pessoas, especialmente crianças inocentes. Devemos entender que Deus não tira nossos entes queridos de nós como uma espécie de punição cruel. A Bíblia nos diz que “não há condenação para os que pertencem a Cristo Jesus” (Romanos 8: 1). Continuar lendo “O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE ABORTO ESPONTÂNEO?”

VIVER A MISSÃO

Viver a missão de Deus está intrinsecamente ligado a usar a armadura de Deus

O Senhor Jesus veio em uma missão específica, a de salvação da humanidade de seus pecados. Por ter essa missão, Ele nasceu como nasceu, viveu como viveu, de maneira impecável, morreu como morreu e ressurgiu triunfante, mostrando ser o Todo Poderoso redentor e salvador de todos aqueles que creem. Ao ressurgir, e ascender aos céus, Ele deu uma missão aos Seus seguidores. Continuar lendo “VIVER A MISSÃO”