As Maravilhosas Doutrinas da Graça (Parte 1) – Introdução

“Não é uma novidade, então, que eu estou pregando; não é nenhuma nova doutrina. Gosto de proclamar essas velhas e fortes doutrinas que levam o apelido de CALVINISMO, mas que são, certa e verdadeiramente, a verdade revelada de Deus como se vê em Cristo Jesus.”
Charles H. Spurgeon

Inicio hoje uma nova série aqui no blog Cristão Racional. Nesta série pretendo abordar de forma sucinta este tema tão maravilhoso, que tem despertado a curiosidade de muitos jovens e líderes da igreja. Não pretendo me aprofundar de forma exaustiva em cada tema (por mais que meus dedos cocem para fazer isso, rs), mas quero explanar os temas de forma que fiquem claros em sua mente.

Antes de tudo, porém, quero deixar claro que este não foi um assunto criado por João Calvino, ou que surgiu no período da Reforma, mas a própria Escritura, de Gênesis a Apocalipse retrata a ação da Graça de Deus na vida do homem caído. E é isto que também pretendo abordar nesta série.

As verdades das doutrinas da graça se baseiam em cinco pontos principais, cujo acróstico em inglês forma a palavra TULIP, traduzindo, tulipa, uma flor muito comum na Suíça. Estes cinco pontos são: depravação total do homem, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos santos.

Calvino de forma singular organizou e sistematizou estas doutrinas, que também incluem verdades essenciais, como a deidade de Cristo, a expiação objetiva e a pessoa e a obra do Espírito Santo. Mas outros grandes teólogos também trataram deste assunto, como por exemplo, Atanásio, Agostinho, Anselmo e Martinho Lutero. E temos teólogos atuais trabalhando de forma incrível este assunto, como John Piper, John MacArthur, Steven J. Lawson, Joel R. Beeke, e outros.

Ao longo da história do cristianismo podemos observar que a igreja perdeu sua autoridade quando se esqueceu, ou mesmo, por vontade própria abandonou a pregação destas doutrinas. Em busca de um “evangelismo contemporâneo” e que seja “legal”, muitos preferem abandoná-las em prol do pragmatismo, assim, o ministério evangélico acaba perdendo sua força motriz.

Spurgeon, por exemplo, acreditava que o evangelho nunca brilha mais do que através da lente das doutrinas da graça, por isso, seu ministério se baseou fortemente em sua proclamação. Creio que posso chamá-las de maravilhosas, pois apresentam ao homem quem é Deus, e, ao homem quem o próprio homem é. Não são doutrinas difíceis de compreendermos, mas, como disse certa vez Steven Lawson, são difíceis de engolir.

Toda doutrina da graça aponta para a glória de Deus. A soberania de Deus é o âmago das doutrinas da graça. Mas isto não faz de Deus um ser injusto e cruel sentado numa nuvem nos tratando como marionetes. Não. As raízes destas doutrinas estão baseadas no insondável amor de Deus, em que, todos Seus atos são manifestos como atos de Sua maravilhosa Graça.

Convido então meu amigo leitor a juntos participarmos desta jornada pelas “Maravilhosas Doutrinas da Graça”!

Vinícius Mello final

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