Cristãos podem comemorar o Natal?

Já disse em diversos outros textos como a internet é uma ferramenta tanto para edificação quanto para destruição. Com ela, podemos acessar milhões de informações sobre os mais variados temas, somente se tornando negativa quando não filtramos esse conteúdo e não o analisamos de forma no mínimo, crítica. A máxima, que hoje é uma piada “se tá na internet é verdade” fez com que diversos cristãos desenvolvessem uma espécie de raiva por datas como o Natal e a Páscoa. Porém, se existe a possibilidade de comemorarmos o nascimento de nosso Senhor, por que não o fazer?

O 25 de Dezembro

Jesus não nasceu em 25 de dezembro, e não há referência bíblica clara a respeito de sua data de nascimento. Mesmo o evangelho sendo a mensagem central da bíblia, e este ser o próprio Jesus, a bíblia não pode ser vista como um livro biográfico, pois ela é a revelação de Deus e de seu plano para toda a criação. A data em si, foi instituída em 354 d.C por meio de uma “cristianização” da festa conhecida como Natalis Solis Invicti.
A popularização aconteceu de fato, com a expansão do cristianismo por meio das ações institucionalizadas pela Igreja Católica Apostólica Romana. Aproveitando-se do hábito dos povos do norte da Europa de comemorarem o solstício (dia mais curto do ano) de inverno para honrar os deuses mais importantes de sua mitologia, a ICAR viu nesse hábito uma oportunidade de evangelização, apresentando Cristo como o ser supremo e acima de todos os outros deuses. O que nos leva a uma outra história…

… a árvore de Natal

“A história nos conta que um missionário inglês chamado Wynfrith (680-754), mais tarde conhecido como Bonifácio (o que faz o bem) foi para a Germânia a fim de anunciar o nome de Jesus Cristo. Na cidade de Geismar, Bonifácio deparou-se com um grande carvalho dedicado aos deuses Thor e Odin. Neste carvalho sacrifícios de crianças eram realizados. Bonifácio pegou um machado e, diante de uma multidão temerosa, começou a cortar o tronco da árvore. Os sacerdotes pagãos estavam certos de que seus deuses lançariam um raio do céu para fulminar Bonifácio, todavia, nada aconteceu. Bonifácio derrubou o carvalho e os sacerdotes fugiram da cidade, desacreditados pelo povo. Alguns estudiosos especulam que foi nesta história que surgiu a árvore do natal, pois no lugar onde caiu o grande carvalho havia um pinheirinho que miraculosamente teria ficado intacto, mesmo com a queda do carvalho por cima dele. Teria surgido daí a associação do pinheirinho com o nascimento de Jesus. Não há certeza sobre esta história. O que é certo é que depois da queda do carvalho de Thor e Odin o povo daquela região se rendeu ao poder do Deus verdadeiro. Hoje, séculos depois do trabalho de Bonifácio, muita coisa já aconteceu: a igreja de Bonifácio se corrompeu, Deus levantou um monge agostiniano para reformá-la, a pena tornou-se mais forte que a espada (que o martelo e o machado também), e os “deuses” desta história viraram super-heróis dos quadrinhos e dos cinemas. Só uma coisa não mudou: o poder de Deus. Seu Evangelho continua poderoso para derrubar ídolos falsos e converter o coração das pessoas. Acreditemos neste poder.”
Texto do Rev. Ageu Magalhães

Conclusão

Não é problema nenhum que cristãos comemorem o Natal. Mais importante que a data de nascimento, é a pessoa que nasceu. O nascimento de Cristo é o cumprimento da promessa feita logo após a queda do homem (Gn 3:15), por meio da sua encarnação, é que fomos resgatados, e por meio de sua ressurreição, temos a garantia dos seus feitos.
Nascimento, vida, morte e ressurreição devem ser comemorados em todo o tempo, e o tempo todo.
Louve, comemore e acima de tudo, anuncie que a promessa foi cumprida, Satanás já está derrotado e hoje, Ele reina sobre toda a criação e assim o será, ETERNAMENTE!!!

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