YouTubers, filhos e pais

Recentemente, o youtuber e influenciador digital Júlio Cocielo causou um verdadeiro frenesi após um tuíte no qual menciona o atacante Mbappé da França, como sendo promissor em cometer arrastões – claramente um comentário racista. Tentou em seguida se justificar dizendo que a comparação foi por conta da velocidade do atleta. Mas quando se fala em arrastão, a primeira imagem que vem à nossa mente é a de um assalto não há de uma pista de atletismo.

No Instagram onde constantemente fazemos publicações, fazemos o possível para ressaltar a importância dos pais na educação e formação dos filhos. E com uma frequência similar falamos dos perigos da internet. E é disso que se trata esse texto, uma breve análise das duas coisas.

Youtubers

O YouTube se tornou uma das maiores plataformas de compartilhamento de conteúdo existentes. A proporção é tamanha que o Felipe Castanhari do canal Nostalgia, teve produzido pelo canal de TV a Cabo History, uma série chamada O Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil do jornalista Leandro Narloch, em um estilo que lembra e muito o conteúdo produzido em seu próprio canal. Mas, nem só de conteúdo construtivo vive o YouTube. Há muita coisa tosca e também muita coisa inútil. Desde uma galera praticando desafios extremamente estúpidos até um estímulo desenfreado ao consumismo, passando por teorias da conspiração que estimulam as pessoas a não vacinarem seus filhos… Ou seja, o YouTube é uma ferramenta bem imprevisível quando o assunto é conteúdo.

Filhos e pais

É bem comum que hoje, as famílias tenham uma rotina bem agitada. Pais trabalham o dia inteiro e deixam seus filhos na creche o período equivalente e que ao se encontrarem em casa, querem concluir/adiantar um afazer doméstico e para poder fazer isso com tranquilidade, fixam a cara dos filhos na tela do celular/tablet por horas a fio deixando que seus filhos sejam educados pela internet, onde podem acabar acessando o conteúdo nocivo que citei acima.
Hoje, mais do que nunca se faz necessário que os pais que entendem a sua responsabilidade no controle daquilo que seus filhos assistem, e monitorem, não somente os vídeos postados nos canais da plataforma de vídeo, mas que sigam os influenciadores em redes sociais como o Twitter, por exemplo.  Você pode pensar: “Mas quanto vou despender fazendo isso?” ou “Não tenho tempo para acompanhar as postagens de youtuber”. Imagino que seja melhor despender tempo monitorando do que corrigindo; mostrando os erros e desvios de conduta e as razões pelas quais o “astro” pode não ser tão legal quanto o vídeo que ele posta, antes que as crianças adolescentes o imitem. Afinal, isso é educar. E educar, é responsabilidade dos pais.

Mães e pais que lêem esse texto, busquem se aprofundar na Palavra do Senhor para que possam ensinar os seus filhos os preceitos que Deus nos deixou para alcançarmos a santidade (Gn 18:19), como podemos querer pregar para as pessoas de fora, se não temos pregado nem mesmo para os nossos (Tm 5:8)? Se quisermos que nossos filhos cresçam obedientes, precisamos primeiro, dar o exemplo obedecendo ao nosso chamado como pais (Pv. 3:12; Ef. 6:4).

A intensidade com a qual satanás arma para as crianças, é muitas superior ao interesse dos pais em protegê-las. Pense nisso.

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