Sendo atletas de Cristo

A cada 4 anos presenciamos algo que é quase um fenômeno da natureza mundial: A Copa do Mundo FIFA. 32 seleções formadas pelos melhores jogadores de suas nacionalidades, representando a bandeira de uma nação, lutando pela glória de marcar o seu nome na história como vencedor de um evento tão grandioso.

Objetivo

Sempre que ouço ou vejo falar em equipes, não consigo deixar de pensar na igreja. O Apóstolo Paulo fez uma abordagem um pouco mais individual do assunto, mas com a mesma essência:

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.
Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.”
1 Coríntios 9:24-27

Variedade no elenco

Atualmente, ouvimos falar à exaustão sobre “igrejas inclusivas”. Mas a ideia de inclusão exposta por quem se identifica dessa forma, se dá por conta da tolerância com o pecado. Porém, por definição e natureza, nenhuma instituição é mais inclusiva que a igreja de Cristo.

“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.
Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.”
Gálatas 3:27-29

“Pois todos fomos batizados por um só Espírito, a fim de sermos um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um único Espírito.”
1 Coríntios 12.13

Vamos usar o exemplo da seleção brasileira que estará na corrida pelo hexacampeonato. São 23 selecionados pelo técnico Tite – esse número corresponde a aproximadamente 1,4% do número de jogadores transferidos para o exterior em 2018. Esses, foram escolhidos a dedos para cumprir o objetivo de ganhar a Copa, segundo os planos do técnico. Se analisarmos as histórias de vidas de cada um dos jogadores, veremos origens, educação, formação, estrutura familiar, e outras situações, diferentes entre si. A mesma coisa acontece na igreja.

Diferenças causadas pelo pecado, igualdade em Cristo

O que você sabe sobre o irmão que senta ao seu lado no culto? Ambos cresceram num lar com a mesma estrutura familiar? Tiveram a mesma educação? Estudaram na mesma escola? Na mesma turma? Há uma grande probabilidade que a maioria dessas respostas tenha sido  não. O fato de acolher e reunir pessoas tão diferentes que em qualquer outro contexto quem sabe nem se falariam, tornam a igreja de Cristo a instituição mais inclusiva que existe! Em seu livro, A Cultura no mundo líquido moderno, Zygmunt Bauman diz o seguinte:
“Quando a tolerância mútua se combina com a indiferença mútua, comunidades culturais podem viver na maior proximidade, mas raras vezes falam uma com a outra; se o fizerem, não será pelo telefone, mas pela via do cano de uma arma, já que qualquer admoestação em voz alta, nessas condições, é uma evidência de violação do acordo e uma ameaça ao desafio ao status quo.”

Bauman quis dizer que, do modo como a tolerância é estimulada, há também o estímulo à indiferença. Resultando em uma paz ilusória, marcada por uma tensão, que ao menor sinal de exaltação por qualquer uma das partes, resulta em conflito.
Para que haja paz, e, de fato, convivência saudável, é necessário confronto à ideias que sejam prejudiciais ao todo. Tolerar por respeito e ser indiferente para não estimular um confronto, é a receita exata para o caos em qualquer ambiente. E se tratando do eclesiástico, temos exatamente esse tipo de convivência, a do confronto a posicionamentos que possam ser prejudiciais ao corpo. O que impede que nos devoremos uns aos outros, é justamente o Espírito Santo, ao nos revelar nossa natureza pecaminosa e corrompida, nos faz entender que somente em Cristo é que obtemos justificação, e que Ele executa tal obra independente da origem, etnia, sexo e idade.  Dessa forma, uma igreja saudável zela pela saúde do corpo, assim como um time, zela pela unidade, para que nos momentos necessários as habilidades diferentes de cada um, contribua para a execução da vontade do técnico/cabeça.

A perseverança dos santos

Paulo enfatiza aos coríntios que da mesma forma que os atletas se dedicam para atingirem seu objetivo, que é corruptível, nós também devemos nos dispor a tal esforço, uma vez que nosso prêmio é muito maior e eterno!
Se procurarmos a rotina de qualquer atleta profissional, veremos que há abstinência de várias coisas que as pessoas comuns valorizam como essenciais em seu dia-a-dia. As rotinas de treinos são extremamente exaustivas, visando desenvolver a melhor resistência e desempenho, isso sem falar dos treinos táticos, de habilidade e afins.

Será que sabendo do prêmio que receberemos de Cristo ao final da corrida, temos nos dedicado de acordo com o seu valor? Temos privado nossa carne de alimentos tóxicos? Nos exercitado na Palavra e na oração? Estudado as estratégias do nosso Mestre?

A Copa do Mundo acontece a cada quatro, mas a corrida do cristão, não cessa. Como está a sua preparação?

 

 

 

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