Homem-Aranha e as responsabilidades de um grande poder

Um tema muito comum em roda de fãs de quadrinhos, é a discussão sobre os motivos que tornaram o Homem-Aranha o personagem ícone da Marvel e qual a receita que o  sustenta nesse posto há décadas, coisa que nem mesmo o Capitão América conseguiu. A tese mais aceita? O amigão da vizinhança é gente como a gente, por assim dizer.

Peter Parker é um adolescente órfão criado pelos tios no Brooklyn, em Nova Iorque. Durante uma excursão da escola, ele é picado por uma aranha radioativa e desenvolve as habilidades proporcionais às de uma aranha (capacitar de erguer centenas de vezes o seu peso, percepção de ameaça, adesão à paredes, etc). Mas aqui entra a receita do sucesso do Homem-Aranha. Mesmo possuindo habilidades incríveis, ele ainda é uma adolescente que tem que acordar cedo para não perder o ônibus da escola, tem que estudar para provas, e encara dificuldades em sua própria casa. Responsabilidades…

Ao participar de um evento para conseguir dinheiro, ao final, chateado por ter recebido menos do que deveria, Peter permite que um assaltante que havia acabado de roubar o organizador do espetáculo escapasse, resultando na morte de seu tio, instante depois. A frase de seu tio, Ben Parker, fica então gravada em uma placa de mármore em sua memória: “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.”

Assim como o Homem-Aranha, também recebemos um grande poder que nos permite suportar situações além de nossas forças, encarar inimigos poderosos, identificar e resistir à ciladas destes: o evangelho (Rm 1.16). Mas esse poder não nos isenta da possibilidade de atraso na escola ou no trabalho, não nos isenta do aluguel ou das contas a serem pagas…

Ele nos traz uma grande responsabilidade, que é a pregação do evangelho de Cristo, para que outros sejam salvos do cativeiro do pecado. Assim como Peter, é comum ficarmos deslumbrados com esse poder, e até mesmo tentar usá-lo para benefício próprio, mas quantos não estamos condenando ao agir assim? Talvez, se tivesse sido menos egoísta, seu tio estaria vivo e o fardo que carrega desde então não o afligiria como podemos ver em sua trajetória

Em 1966, foi publicada uma edição chamada O Capítulo Final, na qual após ficar preso nos escombros do esgoto, temos o momento que muitos consideram o ápice do herói, soterrado por escombros e prestes a morrer, Peter se reergue, não mais por motivos próprios mas por lembrar que havia alguém que ainda precisava dele.

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“A rachadura no teto… está ficando mais larga… ficando maior a cada segundo… eu nunca vou fazer isso... eu não posso…
Não! Eu não ouso desistir agora… se eu fechar meus olhos… eu vou afundar!
Devo ficar acordado… devo limpar minha cabeça… continuar tentando… tentando…!
Eu vou fazer isso, tia May! Eu não vou falhar com você! Não importa o que… eu não vou falhar…!
Qualquer um pode ganhar uma briga… quando as chances… são fáceis! Quando as coisas estão difíceis… Quando parece que não há chance … é quando… isso conta!
Tudo está ficando escuro … minha cabeça … doendo! Espere… eu preciso aguentar
Está se movendo! Eu não posso parar agora! Última chance! Devo manter o momentum… mais! Só um pouco mais

Provavelmente, nunca iremos nos reerguer de um combate por nossas próprias forças e motivações, o faremos pela fé, no Senhor que é sobre todas as coisas. Pois ainda há pessoas que precisam ouvir a mensagem: Jesus Cristo, o filho do Deus vivo.

O evangelho é o maior dos poderes, e também a maior das responsabilidades.

Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecadoMas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.
Romanos 3:20-24

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