A intolerância dos tolerantes

Por esses dias, uma notícia que chamou bastante a atenção nas redes sociais, foi a de que traficantes cristãos estavam destruindo terreiros e centros de umbanda. Quando vi a repercussão do caso, logo o que pensei foi: é sério que as pessoas estão falando que um traficante é cristão?

Precisamos ler nas entrelinhas, e sob uma ótica espiritual. O que vocês acham que deu a repercussão à notícia? O fato de serem traficantes, ou de se dizerem cristãos? Vivemos tempos turbulentos irmãos, toda e qualquer situação será usada para descreditar o evangelho.

Muito se fala em laicidade do Estado, que o Brasil não pode ter uma religião oficial (e não tem). A preocupação na verdade, não chega a ser a isenção Estado. A questão é a influência que a população evangélica exerce na legislação. Afinal, 35% da população brasileira se diz evangélica, se contarmos contarmos católicos, esse número sobe para mais de 75%. Somos um país sob regime democrático, e no tal, a legislação é escrita, alterada e adaptada para atender aos interesses da maioria. Então, o que temos não é uma defesa da laicidade do Estado, mas um ataque à possibilidade de um Estado com uma legislação que leve em consideração essa parcela da população, usando discursos que defendem um estado ateu, mas isso é ruim inclusive para aqueles que não aceitam a influência cristã no legislativo. Por quê?

Uma vez que o Estado assume uma postura ateísta, TODAS as religiões e cultos passarão por dificuldades, afinal, o ateísmo nega a existência de qualquer divindade e/ou autoridade espiritual. Não nega somente a existência do Deus que cremos, mas também, as divindades dos cultos afro, indígenas, aborígenes, rituais espíritas e etc. Então é um discurso contraditório. O religioso que defende um Estado ateu, usa uma espada de dois gumes.

Voltando ao caso dos traficantes cristãos, uma série de posts foram feitos por pessoas praticantes e ligadas à umbanda pedindo respeito, e alguns até dizendo que, eles não incomodam ninguém, não batem na porta dos outros, não cantam nos metrôs, não entregam panfletos, e outras coisas que nós, cristãos, fazemos para evangelizar.

Se no credo dessas pessoas, não há a necessidade de pregação, no cristianismo, é uma ordenança (Mc 16.15). Qualquer forma de violência é contrária ao cristianismo (Jo. 18.10,11). E acredito não precisar citar como não faz sentido nenhum, diante das escrituras, a possibilidade de um traficante ser cristão (2 Co 5.17).

Precisamos estar sempre vigilantes e atentos, pois o mundo sempre se posicionará de forma contrária ao evangelho de Cristo (Jo 7.7) e igualmente, precisamos nos opor a ele (Jo 17.14; Rm 12.2).

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