Morte: um meio ou um fim?

Quem me conhece sabe que, sou um fã de animes e mangás desde criança, inclusive, comecei a gostar de futebol americano (único esporte que acompanho uma temporada completa durante o ano) por conta de um mangá chamado Eyeshield 21. Aproveitando o hype e o alvoroço que um filme produzido pela Netflix baseado em um anime e mangá gerou, trago uma reflexão sobre.

Se você ainda não assistiu, não se preocupe que não vou comentar sobre o filme, nem dar detalhes sobre o enredo do anime e mangá.
A história é a seguinte, um shinigami (deus da morte, em japonês) está entediado, e resolve jogar no mundo humano, um caderno cuja função é matar qualquer um que tenha seu nome escrito nele. Apenas, para se divertir com o impacto disso entre os humanos.  O shinigami em questão, se chama Ryuuk (Ryuuku, pronúncia em japonês), e temos muito em comum com ele.
Podemos entendê-lo como uma representação do espectador dentro da trama. Conforme vamos acompanhando os acontecimentos, queremos que a batalha  entre o jovem portador do caderno  e o também jovem, detetive responsável por investigar as mortes se intensifique, e que um pegue o outro, não importa como, apenas pela satisfação que o desenrolar da história traz. Mesmo sabendo que o final é a morte, desejamos e queremos que aconteça!
Você pode pensar que eu estou falando de algo meramente ficcional, e que nossa abordagem em eventos do cotidiano não tem como ser semelhante. Será mesmo?
Imagine que você tenha em mãos, tal caderno que, apenas sabendo o rosto e nome da pessoa, ao escrevê-lo, causaria sua morte. O que você faria?
Antes de responder, pense no que você sente, ao ver no noticiário os casos de corrupção na nossa política. O que sente, ao saber que algum ente querido foi alvo de uma tentativa de assalto, ou até mesmo assassinado?
Agora voltemos à pergunta inicial. Com a posse do caderno, o que faria? Colocaria os nomes dos criminosos?
O ser humano tem fascínio pela morte, pois ao mesmo tempo que por ela se encanta, por ser algo que foge ao nosso controle, também é algo que o amedronta, por apresentar o fim, daquilo que chamamos de vida, e que temos como tão valiosa. Mas apenas quando é a nossa!
Somos egoístas, e na maioria das vezes, queremos apenas ver o circo pegando fogo sem pensar nas consequências, justamente como o Ryuuk faz na saga.

Nós gostamos de ver a desgraça alheia, uma frase que resume bem isso, é a famosa, “eu bem que avisei”, que pode sair com uma alegria quase sádica, dependendo dos lábios que a dizem. Como cristãos, precisamos estar vigilantes quanto a esse tipo de pensamento e como vemos a morte. Precisamos nos lembrar constantemente que, para nós cristãos, a morte é um meio (Fl 1.21), mas para os que ainda não conhecem ao Senhor Jesus, é um fim (Rm 6.23; Ez 33.11).

 

2 comentários em “Morte: um meio ou um fim?

  1. Texto bem elaborado..
    Porém eu como enfermeira e princípios cristãos não pegaria o caderno..
    Para uns a vida é uma bençao.
    Para outros eu vejo a vida as vezes como punição.
    Exceto alguns tipo de marginais, porém cabe a Deus decidir qual é a hora de cada um….
    Sou maid a favor de tortura do que morte para certas pessoas.

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