Cristãos e a Síndrome de Riley-Day

Já ouviu falar na Síndrome de Riley-Day?

Não? Trata-se de uma desordem no Sistema Nervoso Autônomo, que tem como principal sintoma a insensibilidade à dor. A ideia de viver sem dor, em um primeiro momento, pode ser tentadora. Imagina só, fazer uma atividade física e não sentir aquela dor muscular, que dura dias… Não sentir aquele famoso encontrão entre o dedo mínimo e a quina dos móveis…
Constantemente, vivemos em busca de formas de tornar nossas vidas confortáveis e mais fáceis, e no meio cristão isso não é muito diferente, não é difícil encontrar pessoas que se dizem com a fé abalada por conta da ilusão de que uma vida em Cristo deve ser isenta de dores e situações desconfortáveis.
A dor é necessária, para que possamos nos manter vigilantes acerca do que pode ser prejudicial para nós. Já imaginou os perigos de não sentir nenhuma dor? Um corte não notado, pode se tornar uma infecção e resultar em amputação. Um osso quebrado ou trincado, pode gerar uma fratura mais grave.
O próprio Jesus não se isentou da dor (Lucas 22.44). E mais! Se analisarmos o que Ele diz em João 8.32-33, saber que Ele está com o Pai, deve ser o que nos traz paz. Pois no mundo teremos aflições, mas Ele, venceu o mundo e hoje reina com o Pai em glória. É a mesma promessa que temos.
Qualquer dor, seja ela emocional ou física, é transitória. A solução para a dor, de forma permanente, é a nova vida em Cristo.

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”

Apocalipse 21.1-4

2 comentários em “Cristãos e a Síndrome de Riley-Day

  1. A palavra “dor” ou um sinônimo aparece mais de 70 vezes nas Escrituras. O primeiro uso da palavra explica a origem da dor no parto: “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (Gênesis 3:16). O contexto aqui é que Adão e Eva pecaram e a dor do parto é uma das consequências do pecado. Por causa dele, toda a terra foi amaldiçoada e a morte entrou em cena como resultado (Romanos 5:12). Assim, pode concluir-se que a dor é um dos diversos resultados do pecado original.

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