Nossas obras vs obras de Cristo

Conhece a história da Torre de Babel, e do Pentecostes? Imagino que, sendo cristão a resposta seja, sim. Tive a atenção voltada para esses eventos, ao ouvir uma música da banda de rock finlandesa HB (muito boa por sinal), o nome da música, é Sana (Bíblia, em finlandês) cujo refrão, é o seguinte:

“Matteus, Markus, Lucas ja Johannes

Apostolit, Rooma, Korinti ja Galatia

Efeso, Filippi, Kolossa, Tessalonika

Timoteus, Titus, Filemom ja Heprea

Pietari, Johannes, Jaakob, Juudas, Johannes”

 

Prestando um pouco de atenção na fonética da música, não fica difícil notar que se trata dos livros que compõem o Novo Testamento. Isso me fez refletir sobre o fato de que, em Cristo falamos a mesma língua.

 

A Torre de Babel

Em Gênesis 11.1-9, nós temos o relato da famosa Torre de Babel evento marcado pela origem das várias línguas e divisão dos povos, justamente por não conseguirem mais se comunicar, então cada um pegou seu caminho. A principal característica da tal Torre, é que ela tinha o objetivo de ser tão alta a ponto de alcançar o céu e assim dar aos construtores, um nome de destaque, e também impedir que as gerações deles se espalhassem pela terra, tendo como referencial a torre.

A vaidade é bem evidente no intuito da obra. O homem queria uma construção que evidenciasse a sua majestade. Podemos entender nos objetivos alguns pontos bem egocêntricos:

Altura: Atingir o céu com o cume da torre seria uma prova de que o homem é capaz de pavimentar o seu próprio caminho para as alturas celestiais

Reconhecimento: Não ter o nome nunca esquecido pelas gerações futuras, é um anseio bem comum até, mas até onde iria esse reconhecimento, não poderia virar uma adoração e idolatria com o passar do tempo? Será que seus construtores não pensavam em se colocar na condição de deuses dos homens?

O centro do mundo: Uma outra característica da torre, seria o fato de ela servir de referencial para o mundo inteiro, servindo como uma espécie de marco-zero para a civilização.

Esses planos foram frustrados pela intervenção do próprio Deus, ao provocar a variedade de idiomas de tais homens. Bastou que o Senhor, as misturasse, e a construção foi abandonada, por não haver entendimento.

A vaidade humana impede que falemos a mesma língua.

 

Pentecostes

No Pentecostes, relatado em Atos 2, o oposto acontece. Vemos vários homens de várias línguas e nações, reunidos no mesmo lugar, porém cada um, ouvindo a mensagem do evangelho em sua própria língua. Onde quero chegar com essa reflexão?

Altura: Alcançar o céu por nossas próprias e méritos, é impossível. Cristo foi quem pavimentou esse caminho com seu sangue.

Reconhecimento: O único nome digno de reconhecimento, pela façanha de levar o homem novamente para perto de Deus, é Cristo, ninguém mais.

O centro do mundo: Jesus Cristo, é o centro da civilização e também o centro da história. Ele é o marco-zero dos acontecimentos que marcam a história da humanidade. Não havia ninguém antes dEle, e não haverá ninguém após Ele.

Essa música é um exemplo muito bom sobre como em Cristo, falamos todos, a mesma língua. Não sei falar finlandês, mas o Espírito Santo que agiu no Pentecostes, é o mesmo hoje, que nos trouxe a palavra de Deus, a mensagem do Evangelho, e esse, é o melhor idioma que podemos apresentar a alguém. Pois é por Ele, que alcançamos a Deus.

 

 

Para quem quiser conferir, segue os links tanto da música, quanto do meu álbum preferido da HB.

 

Sana: https://www.youtube.com/watch?v=t8LoBxcLIKw

The Battle of God (álbum completo): https://www.youtube.com/watch?v=BncofdKJnbI&t=814s

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *