As Maravilhosas Doutrinas da Graça: Eleição Incondicional

“Não importa o que as pessoas falem sobre esse assunto, a eleição ocorre de fato e não há como negá-la. Nenhum cristão pode negar o fato de que nem todos os cristãos professos serão salvos e que os que o são, devem sua salvação inteiramente à graça de Deus e ao chamado do Espírito Santo, e tampouco podem explicar o porquê de alguns serem chamados à salvação, enquanto outros, não.”

J.C. Ryle

Este é o segundo ponto das doutrinas da Graça. Aqui encontramos a esperança para o homem totalmente caído e morto em seu pecado: a eleição incondicional. Vou dedicar esta primeira parte para responder as seguintes questões: “O que é a doutrina da eleição incondicional?” e, “Quais são as razões bíblicas para crermos na doutrina da eleição?”. Continuar lendo “As Maravilhosas Doutrinas da Graça: Eleição Incondicional”

Qual a sua fraqueza?

Já parou para pensar qual a sua maior limitação? Sejam elas, físicas ou emocionais, todos nós possuímos fraquezas ou fatores limitadores. O verso mais usado para tratar sobre as fraquezas é um trecho da segunda carta aos Coríntios, escrita pelo apóstolo Paulo:

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.
2 Coríntios 12:9

O filme Um Lugar Silencioso trata de fraquezas que podem ser um trunfo. E é sobre disso que falaremos nesse texto. Continuar lendo “Qual a sua fraqueza?”

Textos que você precisa ler para se preparar para 2019

O Cristão Racional é um blog que trata de assuntos atuais sob a perspectiva cristã, assim como aborda conteúdo teológico de forma de simples e usando uma linguagem bastante comum ao leitor. E nesses dois anos de existência, já abordamos os mais variados assuntos e como nosso número de leitores cresceu bastante desde o início – GLÓRIA A DEUS – uma de nossas leitoras sugeriu que fizéssemos uma lista com os textos que tratam de assuntos que os cristãos devem conhecer, ou, no mínimo, uma prévia para se aprofundarem posteriormente. Atendendo a esse pedido, selecionei entre os mais de 70 textos que escrevemos, e organizei em uma ordem lógica para entendimento. Por não ser em ordem de escrita, alguns textos serão uma verdadeira viagem no tempo. Chega de enrolação, e vamos para a lista! Continuar lendo “Textos que você precisa ler para se preparar para 2019”

Bohemian Rhapsody – Um ciclo natural para o homem

Farrokh Bulsara, foi um jovem londrino, cantor e pianista, que ficou bastante conhecido pelo alcance de sua voz, sendo capaz de alcançar desde as notas mais baixas até as mais altas com a mesma facilidade com que tomamos um copo d’água no dia-a-dia. Não sabe de quem estou falando? É que Farrokh é mais conhecido por seu nome artístico: Freddie Mercury.
É praticamente impossível que alguém fale sobre Freddie Mercury e não tenha em mente a sua energia e presença de palco. Um verdadeiro showman. Se movendo de um lado para o outro como se estivesse prestes a explodir de emoção e adrenalina, e segundos depois, colocava toda a carga emocional necessária para tornar as baladas do Queen inesquecíveis. Mercury se tornou em seus anos de carreira e de vida, praticamente uma unanimidade entre o público e a crítica. A banda formada por ele, o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon, alcançou sucesso mundial, e até hoje, algumas de suas músicas são usadas em filmes (quem nunca ouviu We are the champions?) com bastante frequência, mantendo na mente e corações de alguns a voz de Farrokh. Nesse texto, vamos usar como referência, especificamente aquela que talvez seja a canção mais icônica do Queen, Bohemian Rhapsody. Uma canção que em sua letra podemos vislumbrar a vida de Freddie, e quem sabe a nossa, antes de sermos resgatados por Cristo.

Bohemian

Boêmia é o estilo de vida baseado no hedonismo livre, no qual todos os prazeres são permitidos e são regados a bebidas e drogas. Geralmente, é atribuído aos artistas por conta da agitação do show business no qual, tem-se a ideia de diversão e felicidade constantes. Freddie Mercury viveu esse conceito com intensidade. Por muitos anos a imprensa britânica especulou sobre a sexualidade do cantor por conta de seu jeito extravagante e movimentos femininos que fazia nos palcos enquanto interpretava as canções. Apesar da ideia geral de que Freddie era gay, sua vida amorosa mesclava relacionamentos e envolvimentos amorosos com ambos os sexos.
A ideia de liberdade sexual como expressão de identidade seduz o homem desde os primórdios da criação, onde o prazer projetado e planejado supera a posição natural dos sexos (macho e fêmea), num comportamento quase animalesco. Se de 1920 a 1970, o consumo de álcool e drogas era um fator determinante para caracterizar uma vida boêmia, hoje, a sexualidade entra nessa equação assumindo uma posição muitas vezes mais importante que as anteriores. Já notou a competição para saber quem é mais descolado e “desconstruído”, sexualmente? Há uns meses, enquanto assistia ao Altas Horas, lembro-me de que a sexóloga convidada foi perguntada sobre como lidar com o preconceito com pansexuais (atração sexual por qualquer pessoa ou objeto), a convidada ficou intrigada pois a pergunta havia vindo de alguém bastante jovem para falar com tanta convicção sobre a sua identidade sexual. O rapaz respondeu que possuía 16 anos e ainda era virgem, mas quando falava sobre ser pansexual com os amigos não era compreendido. Esse jovem, é apenas fruto de uma competição a respeito de quem é mais libertino.
Outro ponto bastante preocupante a respeito do comprometimento de nossa juventude em seguir os passos de Freddie na vida boêmia, é o consumo de álcool e outras drogas. Não é difícil encontrar jovens bebendo cada vez mais cedo e sendo estimulados ao consumo de substâncias mais pesadas. A morte de nossa juventude tem começado aos 13 (idade média de início no consumo de álcool) e a partir daí, é regada constantemente.
Somos escravos de nossos desejos, inclinados naturalmente para o mau, pois em nosso coração habitam todos os desejos hedonistas de uma vida boêmia e desregrada (Jr 17:9; Mt 13:15; Mc 2:17;7:21-22; Rm 1:21; 7:11; Ef 4:22; Ec 9:3; Is 1:5,6; 6:10).

“Não tenho outro nome, senão o de pecador; pecador é meu nome; pecador, meu sobrenome.”
Martinho Lutero

Rhapsody

Rapsódia é o ato de repetir o mesmo verso de uma obra, com ênfases diferentes em cada nova declaração. Se o Chaves tivesse conseguido repetir o verso do cão arrependido no Festival da Boa Vizinhança, porém, com tonalidade e ênfase diferentes em cada uma delas, isso seria uma rapsódia. Analisando friamente a canção Bohemian Rhapsody, podemos notar que em termos de letra ela é bem fraca, porém, possui uma produção musical bastante criativa, por misturar elementos de hard rock com ópera, algo que com certeza abriu caminho para a popularidade de bandas posteriores como Nightwish, Van Canto e Within Temptation que mesclam os mesmos elementos de forma semelhante.
A vida do homem é uma constante rapsódia, pois apenas tenta mudar o tom e o ritmo como as coisas andam, mas no fim, o resultado é sempre o mesmo: morte.
Qualquer fã de música no geral, já ouviu falar sobre o Clube dos 27. Esse termo é usado para se referir ao alto número de cantores e artistas que morreram aos 27 anos, frequentemente pelo uso excessivo de drogas e álcool na busca pela vida boêmia que falamos acima. Alguns dos membros mais ilustres, são:

  • Brian Jones, fundador do Rolling Stones: Afogado em uma piscina. A certidão de óbito dizia que a morte foi “acidental”.
  • Jimi Hendrix, considerado por muitos como o melhor guitarrista de todos os tempos: A necrópsia mostrou que ele foi asfixiado pelo seu próprio vomito depois de uma combinação de vinho com pílulas para dormir.
  • Janis Joplin, “a voz rouca mais potente que o rock já viu”: Provável overdose de heroína.
  • Jim Morrison, vocalista da banda The Doors: Insuficiência cardíaca
  • Kurt Cobain: Suicídio
  • Amy Winehouse: Intoxicação Alcoólica

Mesmo que Freddie não tenha morrido aos 27 (morreu com 45 anos, em virtude de uma broncopneumonia acarretada pelo vírus da AIDS), é inegável que possuía um estilo de vida semelhante aos citados acima. O homem pode florear o quanto quiser o seu caminho, pode dizer que aquilo é o que o torna feliz, logo, faz bem, mas no fim, não pode mudar a realidade de que o seu caminho natural, é a morte. Ele pode trilhá-lo de forma mais intensa, ou até mesmo de forma suave, mas o destino permanece o mesmo (Rm 6:23; Gn 2:17; Is 3:9; Ez 18:4; Mt 25:46; Jo 4:36; Rm 1:32; Rm 5:12;21; 6:16,21; 8:6,13; Gl 6:8; Tg 1:15)

“Tão certo como a retidão conduz a uma vida feliz, assim o que segue o maligno corre para sua própria morte.”
Provérbios 11:19

O único capaz de quebrar o ciclo de pecado (Hb 4:15) e morte do homem (1 Co 15:20-22), foi o próprio Deus encarnado (Jo 1:14) para nos mostrar que somente a santidade e a perfeição podem romper com nossas fraquezas (Jo 1:12,13). Quantas vezes nos orgulhamos do número de séries que assistimos, buscamos desesperadamente por algum entretenimento, apenas para tentar satisfazer o nosso vazio? Somente Cristo pode nos libertar dessa rapsódia boêmia na qual somos tentados a buscar, ora momentos de grande adrenalina por meio de experiências sejam sexuais ou por meio do uso de drogas, ou na calmaria de se dedicar à preguiça e ao entretenimento televisivo, meios de satisfazer nosso vazio existencial que não em Deus. As experiências podem ser diferentes, mas a dedicação ao próprio desejo, tem somente um destino final.

Celso Amaral

Cristãos podem comemorar o Natal?

Já disse em diversos outros textos como a internet é uma ferramenta tanto para edificação quanto para destruição. Com ela, podemos acessar milhões de informações sobre os mais variados temas, somente se tornando negativa quando não filtramos esse conteúdo e não o analisamos de forma no mínimo, crítica. A máxima, que hoje é uma piada “se tá na internet é verdade” fez com que diversos cristãos desenvolvessem uma espécie de raiva por datas como o Natal e a Páscoa. Porém, se existe a possibilidade de comemorarmos o nascimento de nosso Senhor, por que não o fazer?

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Os dons são uma evidência de recebimento do Espírito Santo?

Cresci em igrejas neo-pentecostais e pentecostais, praticamente a minha vida cristã inteira. Quando minha mãe se converteu, eu tinha aproximadamente 7 anos de idade, no mês que vem, farei 27. Então, posso dizer que tive bastante vivência com a pergunta que dá título a esse texto, mas vejo a necessidade de escrevê-lo por diversos motivos, mas o principal deles, é justamente pelo modo como essa crença tem atrapalhado o crescimento espiritual de pessoas que acreditam não possuir o Espírito Santo, simplesmente porque não fala uma língua esquisita durante um culto ou reunião religiosa. Portanto, vou usar definições bíblicas a respeito do assunto, não me prendendo aos chamados “avivamentos” e manifestações carismáticas que ocorreram e ocorrem atualmente.

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Sugestões de livros para presentear/comprar ainda nesse ano

Dezembro chegou e com ele as expectativas de fim de ano. Muitas pessoas participam de amigos secretos seja na igreja, na empresa que trabalham, na escola ou mesmo no próprio círculo de amigos. Pensando nisso, convocamos nossa equipe colaboradores para elaborar cada um, uma lista com cinco sugestões de livros que você pode comprar para si mesmo ou para dar de presente para alguém. Então, vamos lá! Continuar lendo “Sugestões de livros para presentear/comprar ainda nesse ano”

Os dons do Espírito Santo: Parte 2

O capítulo 13 da primeira carta de Paulo aos Coríntios tem sido desde tema de música à leitura quase obrigatória nos casamentos. Aqui, ele fala de forma magnífica sobre a superioridade do amor sobre os dons. Mas, o que é o amor? Talvez a maior parte das pessoas o defina como um sentimento, algo intrinsecamente ligado às emoções. Aquele momento em que o coração bate mais forte, as pernas tremem e as palavras fogem. Não há nada mais longe da definição de amor do que esta. Continuar lendo “Os dons do Espírito Santo: Parte 2”

Jesus e os sinalizadores

Você sabe o que é, ou já ouviu falar sobre sinalização da virtude (virtue-signalling)? É um novo padrão de comportamento que tem se tornado bastante popular por conta das redes sociais. Quando começou, era visto como algo bom, pois uma espécie de estímulo para que outros praticassem o bem, mas, atualmente, é visto como algo não somente negativo, mas também nocivo. E como a igreja é composta de pessoas, e essas pessoas acompanham as tendências comportamentais e são por diversas vezes influenciadas pela cultura na qual estão inseridas, no ambiente de culto, nós passamos então a ter a sinalização da espiritualidade. Continuar lendo “Jesus e os sinalizadores”

Jovem, não desperdice a sua mocidade

Você que é, ou ainda se considera jovem, qual a sua prioridade, hoje? Mais do que isso, quais as ações que tem tomado para executar essa prioridade? Pois bem, o título desse texto é uma paráfrase, ao que o apóstolo Paulo diz a Timóteo em sua primeira carta. O original, diz:

Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.
1 Timóteo 4:12

Essa referência é tema de diversos congressos de mocidade e adolescentes, sendo geralmente abordados de forma a tornar esses grupos intocáveis e irrepreensíveis. Muitas vezes dando a entender que os mais velhos nunca os compreendem e devem dar espaço para que eles agora assumam o comando. No fim, acaba sendo uma interpretação leviana que apenas serve para causar separação ao corpo de Cristo.  Mas, e quando o próprio jovem despreza a mocidade, e a si mesmo se sabota? Continuar lendo “Jovem, não desperdice a sua mocidade”